Creche de Praia Grande mandou mensagem para a mãe avisando sobre o machucado do filho (Arquivo pessoal) Uma mãe, de 25 anos, afirma que o filho, de 2, ficou com um hematoma roxo na testa após ir a uma creche municipal de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso ocorreu na Escola Municipal (EM) Professora Esmeralda dos Santos Novaes, na última terça-feira (20). A Tribuna teve acesso ao boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil pela mãe, que afirma ter sido avisada sobre o machucado cerca de uma hora depois de deixar o menino na unidade de ensino. Segundo o registro policial, a mãe recebeu uma mensagem da secretaria da creche perguntando se havia acontecido algo com a criança em casa, pois os funcionários haviam percebido um "pequeno galo” na testa do menino. A mãe relatou que, ao buscar o filho às 14h, percebeu que ele estava com um “galo roxo” muito maior do que o descrito na mensagem enviada pela manhã. Questionada sobre o que havia acontecido, a criança teria dito que bateu a cabeça na parede da creche. Cuidadora foi afastada Ainda conforme o boletim de ocorrência, a mãe questionou a creche sobre a situação, e a supervisora da Secretaria de Educação informou que a cuidadora teria sido afastada do cargo e responderia pelo caso. Relato da mãe Para A Tribuna, a mãe contou que a criança frequenta a creche há cerca de seis meses e que já havia assinado registros de ocorrências envolvendo hematomas no filho durante o período escolar. “Porém, na terça-feira (20), me mandaram mensagem e, no período da tarde, ao buscá-lo, me deparei com um galo supergrande. Entrei em estado de choque porque, se eu tivesse tido ciência da gravidade, teria levado meu filho ao hospital para uma melhor avaliação”, relatou. A mãe disse que conversou com a diretora no mesmo dia e procurou a Secretaria de Educação. Segundo a mulher, que teve a identidade preservada, dois dias após o ocorrido, uma supervisora da pasta foi até a escola para conversar sobre o caso. “Nessa conversa, me relataram que, após a averiguação que fizeram, precisaram tirar a cuidadora da sala de aula e que ela responderia pelo caso do meu filho. Questionei sobre as câmeras, mas a única resposta foi: ‘Está em averiguação, e ela responderá pelo caso do seu filho’”, afirmou. A mãe acrescentou que tem perdido noites de sono por não saber exatamente o que aconteceu com a criança. “Preciso saber a verdade. Nenhum servidor público sairia da sua função por acaso. Algo grave ela cometeu”, declarou. Posicionamento A Tribuna entrou em contato com a Prefeitura de Praia Grande, para um posicionamento sobre o ocorrido, e não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.