O caso foi registrado na delegacia de polícia de Guarujá (Carlos Abelha/ TV Tribuna) Uma menina de 5 anos e um menino de 1 ano e 10 meses foram encontrados com ferimentos pelo rosto e pelo corpo dentro de uma casa na Praia do Perequê, em Guarujá, no litoral de São Paulo. A mãe das crianças é investigada por maus-tratos, mas negou ter causado as lesões. A Polícia Civil investiga o caso. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os dois menores foram levados para atendimento médico e, posteriormente, encaminhados para acolhimento institucional. O caso aconteceu por volta das 13 horas de domingo (19), na Avenida Rio Amazonas. A Tribuna teve acesso ao boletim de ocorrência, no qual consta que a Polícia Militar (PM) foi acionada após receber a informação de que uma mulher estaria agredindo a filha com diversos socos na região do rosto. Durante o deslocamento, os policiais também receberam a informação de que a mulher estaria dentro de uma residência com os dois filhos menores e portando uma faca. No local, os policiais encontraram a mãe com as crianças. Segundo o boletim de ocorrência, a mulher apresentava falas desconexas, pensamento desorganizado, instabilidade emocional e baixa capacidade de colaboração. As equipes iniciaram uma negociação e, posteriormente, o companheiro da mulher ajudou na comunicação com ela. Com a redução da tensão, os policiais conseguiram entrar na residência e retirar as duas crianças. Conforme o boletim de ocorrência, em nenhum momento, os agentes visualizaram a mãe na posse de uma faca. Ela foi contida e encaminhada para atendimento médico. A menina, de 5 anos, apresentava traumatismo na região da face, equimose palpebral, angioedema, múltiplas escoriações e sangramento facial. O menino, de 1 ano e 10 meses, tinha um ferimento em um dedo da mão esquerda. As duas crianças foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Rodoviária, onde permaneceram em observação para exames e acompanhamento médico. O Conselho Tutelar foi acionado e determinou o acolhimento institucional das crianças. Também foram solicitados exames de corpo de delito. Versões O companheiro da mulher afirmou que não presenciou os fatos e disse não saber quem teria causado as lesões. O homem declarou nunca ter visto a companheira agredir fisicamente as crianças e alegou que ela sempre foi protetora com os filhos. Também relatou ter percebido, recentemente, um comportamento diferente do habitual e considerou recomendável uma avaliação psiquiátrica. Em depoimento, a mãe negou ter agredido os filhos e afirmou desconhecer a origem das lesões. Ela também relatou acreditar que vinha sendo perseguida e monitorada por terceiros. De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher apresentou uma narrativa confusa e versões contraditórias sobre os acontecimentos. Decisão da Polícia Civil A autoridade policial entendeu que, apesar das lesões apresentadas pelas crianças e da existência de indícios de possível crime no contexto familiar, não havia elementos suficientes para a prisão em flagrante da mulher naquele momento. O boletim de ocorrência destaca que não havia testemunha presencial capaz de afirmar diretamente que a mãe foi responsável pelas lesões. Por isso, o caso foi encaminhado para a continuidade das investigações. A Polícia Civil determinou a realização de perícias, a análise de laudos médicos, a oitiva de eventuais testemunhas e outras diligências necessárias para esclarecer a dinâmica dos fatos. A autoridade policial também ressalvou que a classificação jurídica do caso poderá ser alterada caso surjam novas provas. O caso foi registrado como lesão corporal, violência doméstica e maus-tratos na Delegacia Sede de Guarujá.