[[legacy_image_215967]] Uma menina de cinco anos foi vítima de estupro nesta quarta-feira (19), na Aldeia Paranapuã, em São Vicente. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após ser encontrada na mata com sangramento na região vaginal. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe da criança relatou aos policiais que participou de uma reunião na aldeia em que mora e, em seguida, foi encontrar a filha na casa de um de seus vizinhos. Porém, ela se deparou com a menina do lado de fora da residência, com sangramento no órgão genital. Segundo a Polícia Civil, os policiais militares informaram que uma equipe foi acionada para o Hospital São José em uma ocorrência de estupro e, ao chegar ao local, encontrou os socorristas do Samu, que informaram sobre o resgate da menina em uma região de mata da aldeia. Ainda segundo o registro policial, as lesões na criança foram informalmente confirmadas como originárias da prática de estupro pelo médico responsável pelo atendimento. A mãe da vítima também relatou aos policiais que os vizinhos não souberam informar a autoria do crime. Em nota, a Prefeitura de São Vicente informou, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), que o Samu foi acionado por volta das 19h. “A paciente, uma criança indígena, foi encaminhada ao Serviço de Saúde da Mulher, na Maternidade Municipal”. Após a realização de procedimento médico na unidade, a vítima foi transferida para o Hospital do Vicentino por volta das 22h. Ainda segundo a Administração Municipal, um conselheiro tutelar está acompanhando o caso. Além disso, o Ministério Público (MP) e outros órgãos competentes foram acionados. Desta forma, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) aguarda a manifestação dos mesmos. “A Sedes está com a equipe do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), articulando junto ao Conselho Tutelar os procedimentos necessários”, diz a nota. Também em nota, a Fundação Nacional do Índio (Funai) informou que acompanha o caso por meio da unidade descentralizada do órgão na região. Além disso, afirmou estar à disposição para colaborar com o trabalho das autoridades policiais que atuam nas investigações. “A Fundação também presta apoio à comunidade”. O caso foi registrado como estupro de vulnerável pela Delegacia Sede da cidade. Ninguém foi preso. "Diligências prosseguem em andamento para a completa elucidação dos fatos e detalhes serão preservados devido à natureza da ocorrência e por envolver menor de idade", esclareceu a Secretaria de Segurança Pública (SSP).