[[legacy_image_241986]] Uma menina de 2 anos chegou morta à unidade de Pronto Atendimento na noite desta quinta-feira (26). Registros em seu prontuário apontam que ela teria sido atendida outras 30 vezes em unidades de Saúde, uma delas com fratura na perna. Há suspeitas de que ela venha sofrendo abusos sexuais além de espancamento por parte do padrasto. O caso aconteceu em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A mãe e o companheiro foram presos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo a Polícia Civil, ela foi levada ao atendimento pela mãe, onde os médicos constataram que a morte teria ocorrido cerca de quatro horas antes. Em seu corpo havia vários hematomas e indícios de violência sexual. A mãe da menina e o padrasto foram presos em flagrante e serão indiciados pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil. Eles foram levados para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro. O pai da menina, que é enfermeiro, vive com outro homem. Eles tentaram conseguir a guarda da menina, mas a mãe dizia que não aceitava que ela fosse criada por dois homens. As visitas, inclusive, só foram possíveis após o pai recorrer à Justiça. O companheiro do pai relatou ao g1 que eles queriam muito tirar a criança de lá. "A mãe chegou a ser presa no ano passado por maus-tratos animais. Com isso fomos atrás novamente para mostrar a situação insalubre em que a neném vivia, e ai vinha a mesma resposta ‘tem que aguardar’'. Dois boletins de ocorrência chegaram a ser feitos por maus-tratos, pelo estado em que a menina chegava quando ia visitar o pai. A avóA avó materna da menina relatou ao site local Midiamax que desconfiava das agressões, e por isso era favorável a ela viver com o pai. Disse, também, que sua filha vivia um relacionamento abusivo, e que nesse último ano seu comportamento havia mudado. Segundo ela, no dia do crime a filha teria ligado, dizendo que a menina estava vomitando, mas que teria dormido, e que, posteriormente a levaria à unidade de Saúde, onde a criança já chegou morta. “Eu fiquei desesperada quando a médica me chamou e mostrou os hematomas nas costas e as partes íntimas da minha neta”, disse ela. Após exames, foi constatado sinais de estupro, e a polícia acionada. A mãe relatou que enquanto trabalhava, a filha ficava com o padrasto, e que ele "aplicava nela alguns corretivos" como socos e tapas. Já o padrasto, negou as agressões naquele dia, dizendo que só havia batido na criança três dias antes. Conselho TutelarSegundo o Conselho Tutelar da cidade, após denúncias em janeiro de 2022, uma visita foi feita e nada foi detectado na menina. Estava bem alimentada e sem sinais de agressão. Uma nova visita aconteceria em maio, mas a família havia se mudado e não foram feitas novas tentativas para acompanhar o caso. A polícia segue na investigação, e o casal aguarda pela audiência de custódia. * com informações de g1 e midiamax