[[legacy_image_311796]] Agentes da Delegacia Seccional da Polícia Civil de Santos prenderam na manhã desta terça-feira (14) o criminoso mais procurado do Morro do Pacheco. Anderson de Souza Fabrício, conhecido como Dom, de 36 anos, é acusado de ser um dos mandantes do assassinato do policial civil Marcelo Gonçalves Cassola, em agosto de 2022. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo as investigações, Anderson Fabrício é membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e número 1 da hierarquia dos criminosos mais perigosos e de maior influência no Morro do Pacheco. Para o delegado da Seccional de Santos, Rubens Eduardo Barazal, ele “era um dos elementos mais procurados pela polícia da nossa região. Era ele quem determinava as ações da organização criminosa”. [[legacy_image_311797]] A prisãoDurante a manhã, os policiais cercaram a casa, que fica em uma viela de difícil acesso, onde estava Dom. Ele estava acompanhado de uma mulher no momento em que foi surpreendido pelos agentes. Com a residência cercada, ele não resistiu à prisão. Mas antes de se entregar, tentou se desvencilhar de um aparelho celular, que foi recolhido em seguida pelos agentes. Durante a vistoria no imóvel os policiais apreenderam uma pistola Glock, 9 milímetros, de uso restrito, mais de 100 munições e um aparelho de telecomunicação. Na casa também foram encontrados um galão contendo lança-perfume, certa quantidade de maconha e cocaína. Um carro, alvo de furto, também foi apreendido pelos policiais e deve passar por perícia. “Além de ele ser integrante da facção, também domina o tráfico de drogas naquela região”, afirma Barazal. InvestigaçõesA prisão de Dom é um complemento das ações iniciadas pela 3ª Divisão de Investigações Criminais (Deic) que identificou os responsáveis pela morte do policial civil Marcelo Cassola. “Ele é o elemento de maior importância, que exerce o comando da facção aqui na região e, sem o qual, nada se faz”, define Barazal. De acordo com a Seccional da Polícia Civil de Santos, o acusado era foragido do semiaberto e tinha um mandado de prisão expedido pela Vara do Juri de Araçatuba (SP) por tráfico de drogas. Após o assassinato do policial civil, as investigações apontaram Dom como o mandante do crime. Para Thiago Nemi Bonametti, delegado da 3ª Deic, o acusado tinha voz de comando na organização criminosa para determinar o homicídio de Cassola e fazia uso da geografia difícil do Morro do Pacheco para fugir da polícia. Ele conta ainda que “foi um homicídio praticado com extrema crueldade. O policial foi capturado pelos criminosos, que em grande número, o levaram para um debate com a cúpula da organização, e eles decidiram por sua execução. Foi levado, então, ao pé do morro em dois veículos, e entre cinco e oito indivíduos desceram, e efetuaram os disparos com pistolas e fuzil”. De acordo com Bonametti, o policial civil era um profissional exemplar. “Ele chefiava uma das unidades aqui de Santos. Era pacífico. Um policial que foi da lei e que foi executado pelo simples fato de ser policial”, conta. Conforme a 3ª Deic, 14 criminosos comandam a região do Morro do Pacheco e estão sendo investigados. Entre os indivíduos que foram identificados, alguns já foram presos e outros continuam sendo procurados. “A gente continua trabalhando para colocar atrás das grades todos os envolvidos na morte do policial civil Marcelo Cassola", afirma Bonametti. Anderson de Souza Fabrício, o Dom, foi preso em flagrante delito por posse de arma de fogo e munições de uso restrito, posse de drogas, além de ter, contra ele, um mandado de prisão pela morte do policial civil e por tráfico de drogas. O acusado será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) e segue à disposição da Justiça.