Batata foi levado para a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos (Reprodução/ Alexsander Ferraz/ AT) Policiais da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) prenderam na noite deste sábado (29) o integrante da alta cúpula da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Leonardo da Vinci Alves de Lima, de 48 anos. Segundo a Polícia Civil, ele é conhecido pelo apelido de ‘Batata’ e estava foragido desde fevereiro. Ele foi encontrado em uma confraternização familiar no bairro Balneário Verde Mar, em Mongaguá, e estava usando uma identidade falsa para se esconder. De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares (PMs) receberam a denúncia de que ‘Batata’ estaria escondido em Mongaguá e foram até o endereço indicado. No local, a equipe foi recebida por um homem que informou que ali só estariam seus familiares, mas autorizou a averiguação. Na casa, os agentes encontraram um homem que se apresentou como Flávio Pinheiro da Silva, o qual, inclusive, mostrou documentos que apresentavam tal informação. Contudo, os PMs verificaram que a identidade era falsa e, ao questionar o suspeito, ele confessou que seu verdadeiro nome era Leonardo e que estava sendo procurado. O mandado de prisão contra ele havia sido expedido em 15 de fevereiro deste ano, pelo crime de tráfico de drogas. Desde então, Leonardo estava sendo procurado pela polícia, que articulou um intenso trabalho de investigação para localizá-lo. Segundo informações da Polícia Militar, Batata ocupa função de destaque na organização criminosa, sendo responsável por coordenação de várias atividades ilícitas, entre elas o tráfico de drogas em Paraisópolis, na capital paulista. Ele chegou a ser condenado a dez anos de prisão após ser pego com cocaína, mas, depois de ficar quatro anos preso, Leonardo foi solto em junho do ano passado, por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que anulou a condenação. Dois meses depois, o STJ voltou atrás e restabeleceu a condenação. Por se tratar de um criminoso considerado de alta periculosidade, após ser levado para a delegacia de Mongaguá, Batata foi encaminhado para registro do boletim de ocorrência na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos. A medida foi determinada pelo Comando da PM, por meio da Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), pois, conforme o BO, não havia efetivo suficiente para manter a captura do procurado em segurança. Após o caso ser registrado como captura de procurado e uso de documento falso, Batata foi encaminhado para a cadeia pública de Santos. Com ele, ainda foram apreendidos R\$ 17.120,00 em dinheiro e uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Pronunciamento do secretário Nas redes sociais, o secretário estadual de Segurança Pública, Guilherme Derrite, comemorou a prisão do foragido. Na publicação, o chefe da pasta informou que Batata estava solto desde junho de 2023, "executando missões para o crime". Derrite terminou a publicação dizendo que a polícia continuará "capturando lideranças da facção". Derrite se pronunciou nas redes sociais sobre a prisão de Batata (Reprodução/ Redes sociais)