[[legacy_image_346744]] A reportagem de A Tribuna apurou nesta terça-feira (2), que Marcio Ricardo Pereira Mendes, de 45 anos, atuava como falso policial no esquema investigado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que descobriu uma organização criminosa que forjava e inventava crimes para tirar dinheiro de empresários na região de Indaiatuba, no interior de São Paulo. O auxiliar de escritório era conhecido como "Ganso", e foi preso nesta segunda-feira (1), em Praia Grande. Marcio estava sendo investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e tinha um mandado de prisão temporária expedito pela 2ª Vara Criminal do Foro de Indaiatuba. Dos 14 acusados nas investigações, apenas ele ainda estava foragido. Após a prisão, Marcio foi encaminhado para Central de Polícia Judiciaria (CPJ) de Praia Grande, onde permaneceu à disposição da Justiça. Nesta terça-feira (2), ele passou por audiência de custódia, onde teve um advogado da Defensoria Pública nomeado para defendê-lo. Em depoimento, o acusado disse estar ciente dos motivos da prisão, e que não teria nada a reclamar sobre o cumprimento do mandado. Questionado sobre maiores detalhes do envolvimento de Marcio no esquema criminoso, o Ministério Público informou que o caso segue em segredo de justiça, por isso não poderiam ser enviadas mais informações. PrisãoMarcio Ricardo Pereira Mendes, de 45 anos foi preso pela Polícia Militar de Praia Grande na segunda-feira (1). Ele foi encontrado na Avenida Costa e Silva, no bairro Boqueirão, em Praia Grande. A abordagem aconteceu por volta das 16h, após a polícia receber informações de que um homem estaria usando documentos falsos na cidade. Pelo sistema de monitoramento do município, os agentes viram Marcio passar de carro pelo viaduto Alberto Mourão e o seguiram para realizar a abordagem. Na Avenida Costa e Silva, o auxiliar de escritório foi abordado pela PM, e disse que não estava com nenhum documento, mas forneceu dados, que ao serem consultados, não apontavam nenhuma irregularidade. As informações do veículo em que Marcio estava também foram consultadas, sendo encontrado atraso no pagamento do licenciamento desde 2021. Com o apoio do serviço de inteligência da PM, os agentes descobriram que havia um mandado de prisão temporária contra ele, devido à investigação criminal do MP-SP, no qual ele é suspeito de integrar uma organização criminosa. O acusado foi levado até a Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde o caso foi registrado como captura de procurado. Com ele, foram apreendidos dois celulares, além de pertences pessoais como uma bolsa, um cartão bancário, uma aliança, um shampoo, um boné, um molho de chaves e um controle de portão, que posteriormente foram entregues aos familiares. Já o veículo em que ele estava foi recolhido ao pátio de Itanhaém. Operação ChicagoO Gaeco, com apoio da Batalhão de Ações Especiais da Polícia (Baep) e a Corregedoria da Polícia Civil, cumpriram 13 mandados de prisão temporária e outros 17 de busca e apreensão na última terça-feira (2). A ação, denominada Operação Chicago, aconteceu nas cidades de Indaiatuba e Itu, no interior de São Paulo. Ao todo, 14 pessoas, entre eles um delegado, dois investigadores, um escrivão, dois guardas-civis e três advogados, são alvo da investigação do esquema que ficou conhecido como 'gabinete do crime'. Conforme o MP-SP, o esquema atuava invadindo estabelecimentos comerciais, subtraia indevidamente bens e valores de vítimas, decretando prisões abusivas com documentos comprobatórios forjados, para sustentar exigências ilícitas de pagamento de vantagens indevidas como preço de “resgate” da prisão decretada ou como garantia de uma suposta 'não investigação'. Ainda de acordo com o MP-SP, mais de uma dezena de empresários foram vítimas das extorsões, com exigências de valores de variam de R\$ 1 milhão a R\$ 3 milhões por vítima, pelo período de um ano. No cumprimento dos mandados ainda foram realizados sequestros de bens móveis e imóveis, além de bloqueio de cerca de R\$ 10 milhões.