A operação aconteceu nas cidades da Baixada Santista e Vale do Ribeira; um fuzil, porções de drogas e outros itens ilícitos foram encontrados e apreendidos (Polícia Civil) A Polícia Civil prendeu 172 criminosos na Baixada Santista e no Vale do Ribeira durante a “Operação Captura”, ocorrida entre esta terça (14) e quarta-feira (15). As informações foram apuradas pela TV Tribuna e fornecidas durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta (15) no Palácio da Polícia, em Santos, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme o balanço divulgado pela Polícia Civil, 161 homens e 11 mulheres foram detidos na megaoperação. Dos 172 presos, 117 eram procurados da Justiça. Também foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão. Tinham sido expedidos 250 mandados de prisão. Durante a operação, a Polícia Civil encontrou um laboratório com insumos para a fabricação de drogas em Guarujá. No local, também foi encontrado um fuzil, que foi apreendido. Um dos presos na ação foi Adadilton Candido da Silva Barreto, conhecido como “DA7” e considerado carrasco da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele é suspeito de envolvimento na morte de uma jovem de 20 anos, em Guarujá. A vítima teria sido levada ao 'tribunal do crime' depois de ser sequestrada em um churrasco. Investigações apontam que ela foi 'condenada à morte' por suspeita de integrar o Comando Vermelho, uma facção rival. Entre os capturados, também foram localizadas pessoas envolvidas em saques de trens na região. Objetivo A ação teve o objetivo de prender foragidos da Justiça de São Paulo e de outros estados, que estavam escondidos na região. De acordo com a corporação, os acusados ocupavam cargos de destaque no crime, como olheiros e executores, além de serem membros de facções criminosas, sendo a maioria deles condenada por crimes como latrocínio, estupro de vulnerável, homicídio e violência doméstica. Investigação A operação foi realizada após um mês de investigações. A identificação desses envolvidos ocorreu através de um banco de dados e com a ajuda de câmeras de monitoramento do Programa Muralha Paulista, usado para identificar e localizar criminosos. A ação contou a participação de 365 policiais e 126 viaturas do litoral de São Paulo e Vale do Ribeira.