No total, foram cumpridos 181 mandados de busca e apreensão, 93 mandados de prisão e outras medidas cautelares determinadas pelo Poder Judiciário em todo o Brasil (Divulgação/Polícia Federal) Santos integrou a Operação Força Integrada III, deflagrada nesta quarta-feira (8) pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) em 16 estados brasileiros. As informações são da Polícia Federal (PF), que coordena as unidades responsáveis pela ação conjunta. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a PF, a operação reuniu 19 FICCOs para o cumprimento de medidas judiciais relacionadas à atuação de organizações criminosas, ao tráfico de drogas, ao tráfico de armas, à lavagem de dinheiro e a outros crimes. No total, foram cumpridos 181 mandados de busca e apreensão, 93 mandados de prisão e outras medidas cautelares determinadas pelo Poder Judiciário. Na Baixada Santista, a participação ocorreu por meio da FICCO de Santos, responsável pela Operação Desatrela. Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão no Estado de São Paulo, além de medidas de sequestro de bens e valores. A investigação apura a atuação de uma associação criminosa voltada ao roubo de cargas e de caminhões. Além da atuação em Santos, outra operação com desdobramentos em São Paulo foi conduzida pela FICCO de Campinas. Na Operação Argenti Lardum, foram cumpridos dez mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Paraná, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens. A investigação está relacionada a uma organização criminosa suspeita de furtos, roubos e receptação de cargas. A ofensiva teve alcance nacional e reuniu operações com diferentes focos investigativos. No Pará, a Operação Coalizão – COP VIII cumpriu 32 mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão em investigação sobre atuação de organização criminosa. Na Paraíba, a Operação Consigliere cumpriu 46 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão preventiva na Paraíba, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo. A investigação envolve organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de capitais. Em Minas Gerais, a Operação Borak resultou no cumprimento de dez mandados de prisão e 17 de busca e apreensão em Belo Horizonte. A investigação apura organização criminosa relacionada ao tráfico de drogas, homicídios e posse ou porte ilegal de arma de fogo. Também foi determinada a retirada de câmeras de vigilância instaladas irregularmente em vias públicas. No Ceará, a Operação Conexão Amazônia cumpriu 16 mandados de busca e apreensão nos estados do Ceará, Pernambuco, Pará e Amazonas, além de medidas de sequestro de bens e bloqueio patrimonial. A apuração está ligada ao tráfico interestadual de drogas e à lavagem de dinheiro. Outras operações deflagradas pelas FICCOs tiveram como foco crimes como tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, homicídios, atuação de facções criminosas e crimes praticados no sistema prisional. Segundo a Polícia Federal, as investigações prosseguem para apuração dos fatos e eventual identificação de outros envolvidos. As FICCOs são coordenadas pela Polícia Federal e reúnem, conforme a composição de cada unidade da Federação, integrantes das polícias Civil, Militar e Penal, da Polícia Rodoviária Federal, das Secretarias de Segurança Pública, das Guardas Municipais e da Secretaria Nacional de Políticas Penais. Essas forças atuam de forma integrada em investigações relacionadas ao crime organizado e estão presentes em todos os estados e no Distrito Federal.