[[legacy_image_319732]] Preso na quinta-feira (14), quando atendia no Hospital Municipal de Caçapava, cidade vizinha a São José dos Campos, o médico João Batista do Couto Neto, de 47 anos, chegou a atuar na Baixada Santista, mais especificamente em Guarujá. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O nome do profissional constava na lista de procurados pela Justiça do Rio Grande do Sul, por homicídio doloso qualificado (quando há intenção de matar) de três pacientes (dois homens e uma mulher) em Novo Hamburgo. Por causa disso, foi indiciado no final de novembro. O vínculo de trabalho em Guarujá foi apontado pelo sistema do DataSUS, órgão de informações do Sistema Único de Saúde (SUS). O registro do profissional estava ativo nos conselhos de medicina. A Secretaria Municipal de Guarujá informou que o médico trabalhou em 13 plantões no Pronto-Socorro da UPA Santa Cruz dos Navegantes, em agosto deste ano. Couto não chegou a fazer cirurgias, não possuía impedimentos para realizar os serviços, nem havia queixas registradas oficialmente contra ele na unidade de saúde, assim como não há investigações criminais na cidade contra o profissional. Segundo o delegado titular da 1ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, Tarcísio Kaltbach, ainda são investigados 39 homicídios e 114 de lesões corporais envolvendo João Batista do Couto Neto. Posicionamento da defesaO advogado Brunno de Lia Pires, que representa o médico, disse que os crimes imputados ao cliente decorreram de "supostos erros médicos". A defesa ressaltou que recebeu "com surpresa" a notícia da decretação da prisão preventiva do médico e que a decisão "não se reveste de qualquer fundamento fático ou jurídico e constitui clara antecipação de pena, com a finalidade de coagir e constranger o profissional". E acrescenta: "É importante salientar que ele jamais descumpriu qualquer medida cautelar e não representa nenhum risco à sociedade. Impetraremos ordem de habeas corpus o mais breve possível para fazer cessar a absurda e imotivada prisão".