[[legacy_image_306937]] Médico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peruíbe, no litoral de São Paulo, Wallisson Cabral da Silva, de 38 anos, foi preso na última sexta-feira (20), acusado de estuprar uma mulher, em 2019, na Paraíba. O homem, que também é policial militar reformado (aposentado), foi condenado a cumprir seis anos e seis meses de prisão em regime semiaberto e estava sendo procurado pela Justiça quando foi detido na Cidade. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A condenação de Wallisson foi decidida pela 4ª Vara Criminal de Campina Grande, na Paraíba, em agosto de 2022. No entanto, o mandado de prisão foi expedito no dia 19 de outubro pela Unidade Regional do Departamento Estadual de Execuções Criminais de Santos. O médico foi preso no dia seguinte na Estrada do Guaraú, no bairro Jardim Guaraú, em Peruíbe, e a captura dele foi registrada em um boletim de ocorrência da delegacia da Cidade. Desde então, Wallisson cumpre a pena no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. Sobre o ocorridoO caso aconteceu em 27 de abril de 2019 no apartamento do médico, em Campina Grande. De acordo com o processo instaurado pelo Ministério Público da Paraíba, a vítima estava em um bar na companhia de uma amiga, quando as duas encontraram Wallisson, que sentou ao lado dessa amiga e ficou com ela. Já durante a madrugada, o médico teria convidado as duas para irem até o apartamento dele, onde continuaram ingerindo bebidas alcoólicas. Depois de um tempo, a vítima foi dormir em um dos quartos, enquanto a amiga e Wallisson continuaram na sala. Conforme o documento, pela manhã, a vítima acordou com o médico em cima dela, praticando conjunção carnal com penetração, e rapidamente o empurrou para tirá-lo e percebeu que estava sem calcinha e sem o absorvente interno que usava. Após o ocorrido, a mulher foi até o quarto onde estava a amiga, relatou o caso e ambas foram registrar o fato em uma delegacia. O processo ainda informa que o laudo sexológico apontou conjunção carnal recente, mas sem sinal de violência física. Na época, o acusado se recusou a fornecer material genético para realização de demais exames. DefesaEm nota, a advogada de Walisson, Jamily Da Costa Gomes Wenceslau, afirma que o cliente respondeu há anos um processo que envolve o tema de “dignidade sexual”, e que foi condenado “simplesmente pela palavra da vítima”. Ela destaca que, em crimes como estes, a palavra ‘ofendida’ tem um peso maior, comparada à do acusado. Ela ainda diz que Walisson é um homem íntegro e que jamais respondeu por qualquer outro tipo de processo, justificando que “foi considerado primário”. Além disso, a defesa diz que o levantamento de seus antecedentes comprovou que ele somente respondeu por este processo (ainda em sua juventude) até os dias atuais. “O sr. Wallisson possui família, sendo um pai dedicado. É médico na cidade de Peruíbe, a qual possui o respeito de seus colegas e paciente”. A nota também informa que a pedido da defesa, foi pedida a transferência do processo do estado da Paraíba para a Vara de Execuções do Estado de SP. E que o acusado respondeu o processo em liberdade, sempre se colocando à disposição do juízo de origem. O policial militar reformado ficou separado dos demais detentos no Presídio Militar Romão Gomes.A advogada ainda diz que Walisson deixou a PM para se dedicar exclusivamente à Medicina, e “vem desenvolvendo seu trabalho com muito zelo e recebendo elogios de pacientes e colegas de trabalho”. No momento aguarda-se parecer do Ministério Público e, depois, a Justiça decidirá quanto aos pedidos formulados.Ela finaliza dizendo que “Walisson deixa claro que sempre foi homem íntegro e que zela por sua imagem. O processo de origem, assim como foi conduzido à época, jamais pode manchar o seu nome”. CarreiraNos documentos anexados no processo, o condenado havia trabalhado recentemente no Hospital Municipal de Bertioga. Em nota, o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), informou que “o médico citado estava com documentação profissional regular e prestou serviço na unidade em eventuais coberturas e plantões a partir de junho” e que “no mês de outubro, no entanto, deixou de fazer parte do quadro de plantonistas e já não faz mais parte da escala”. O Hospital Municipal de Bertioga ainda se colocou à disposição para colaborar no que for necessário. O médico também havia trabalho em uma UPA de Peruíbe. Procurada, a Prefeitura da Cidade informou que “o médico prestou serviço em alguns plantões na unidade entre fevereiro e maio deste ano e que, durante este período, não foi registrada no local nenhuma ocorrência envolvendo o profissional”.