Agressão aconteceu em prédio localizado ao lado da Delegacia de Registro (Reprodução/ TV Tribuna) Um médico de 35 anos foi preso em flagrante após agredir a companheira, de 36, também médica, em Registro, no Vale do Ribeira, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, ele foi liberado após audiência de custódia e deverá cumprir medidas cautelares. A Justiça também concedeu medida protetiva à vítima. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o boletim de ocorrência, as agressões ocorreram no sábado (11), dentro do apartamento onde o casal vive, na Rua José Antônio de Campos, no Centro da cidade, ao lado do 1º Distrito Policial (DP). Durante a tarde, a mulher foi até a delegacia chorando e gritando, o que chamou a atenção dos policiais civis. A médica apresentava sangramento nos joelhos e na boca e aparentava estar desorientada. Aos agentes, afirmou que havia acabado de ser agredida pelo companheiro. A mulher também pediu que uma equipe fosse até o apartamento, alegando que sua mãe poderia estar em perigo. Os policiais a acompanharam até o imóvel, cuja porta estava apenas encostada. No local, encontraram sinais de possível luta corporal, como móveis danificados, um videogame jogado no chão e pingos de sangue próximos a uma parede. Objetos relacionados ao uso de cocaína foram recolhidos pela perícia. Nenhuma outra pessoa foi encontrada no imóvel. O homem foi localizado sozinho, trancado em um dos cômodos. Ele abriu a porta e, com falas confusas, disse que a companheira teria entrado em surto e quebrado os móveis. O médico afirmou ainda que a mulher faz uso de medicação controlada e que não se lembrava exatamente do que havia ocorrido. A vítima relatou ter sido agredida com socos e chutes e afirmou que teve a cabeça batida contra uma janela de vidro. Algemas foram necessárias Diante das circunstâncias, o médico foi conduzido à delegacia, sendo necessário o uso de algemas devido ao seu estado. Segundo o boletim de ocorrência, a mulher também apresentava falas desconexas e relatou estar ouvindo vozes, além de admitir o uso de medicação controlada. Devido ao estado de saúde, ela foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Registro. O caso foi registrado como lesão corporal, violência doméstica e injúria, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).