[[legacy_image_306037]] O neurocirurgião João Luís Cabral Junior, de 52 anos, que foi indiciado pela Polícia Civil por estupro de vulnerável e por adquirir, possuir e armazenar materiais com pornografia infantil, teve o registro profissional suspenso no último dia 2 por decisão judicial, segundo o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Dessa maneira, ele não pode exercer a profissão. Procurado, o Cremesp ressaltou que também apura o caso, mas que a investigação é sigilosa e, se prestasse mais informações, o processo poderia ser anulado. O Hospital Associação Policial de Assistência à Saúde da Baixada Santista (Apas) da Baixada Santista se posicionou sobre o caso e esclareceu que o médico fez parte do quadro de profissionais credenciados realizando o atendimento ambulatorial e cirurgias neurológicas. Porém, a Apas explicou que, antes de sua prisão e dos fatos serem noticiados pela imprensa, o médico pediu formalmente o desligamento do corpo clínico do Hospital, e não faz mais parte do quadro de médicos credenciados. “O aludido médico ocupava o cargo eletivo de Diretor Clínico do Hospital APAS Santo Expedito, cargo não remunerado, previsto na Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 1.481, de 08 de agosto de 1997, sendo regularmente substituído após ter seu cadastro no CRM inativado por determinação judicial”, afirmou em nota. A Apas também garantiu não ter, até o momento, indícios ou informações de que os atos divulgados na mídia tenham o envolvimento de nossos associados. “A investigação criminal ocorre sob sigilo e em município fora da região da Baixada Santista. A APAS - Baixada Santista está à disposição para prestar todos os esclarecimentos e informações necessárias às autoridades policiais para a plena investigação do caso”. O Hospital São Lucas, onde Cabral Júnior também atuava, foi procurado, mas não se manifestou até o fechamento da Reportagem. Relembre o casoNo dia 26 de setembro, policiais civis de Taboão da Serra cumpriram um mandado de busca e apreensão no apartamento do médico, que fica na Ponta da Praia, em Santos. Foram apreendidos um computador, quatro notebooks, um HD externo e um celular. Questionado pelos policiais sobre o armazenamento de pornografia infantil, Cabral Junior negou as acusações e disse que seria um conceituado médico neurocirurgião, com consultório próprio e que coordena a clínica do Hospital Associação Policial de Assistência à Saúde da Baixada Santista (Apas), em Santos. No entanto, em uma breve inspeção dos conteúdos armazenados nos equipamentos apreendidos, localizaram-se arquivos de mídia com cenas de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade sexual, confirmando o crime. Segundo o boletim de ocorrência registrado, entre os vídeos encontrados, havia material produzido pelo próprio médico. Cabral Júnior chegou a ser preso, mas passou por audiência de custódia e responde aos supostos crimesemliberdade.