Prisão foi decretada pela Justiça de Santos (Vanessa Rodrigues/ Arquivo AT) Um médico de 76 anos foi preso acusado de estuprar a própria neta, de apenas 4 anos, em São Paulo. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça da Comarca de Santos após investigação policial apontar indícios do crime de estupro de vulnerável. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com documentos policiais e decisão judicial, o médico foi localizado e detido por policiais civis na tarde de quinta-feira (12), em um apartamento na Alameda Lorena, no Jardim Paulista, na capital paulista. Segundo boletim de ocorrência registrado no 78º Distrito Policial (Jardins), os agentes cumpriram um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Santos. Após a abordagem, o homem foi conduzido à delegacia para registro do caso e permaneceu à disposição da Justiça. Investigação começou após relato da criança A investigação teve início depois que a mãe da menina, que mora em São Vicente, no litoral de São Paulo, percebeu mudanças no comportamento da filha após uma visita à casa do pai da criança. Conforme consta na decisão judicial, a menina passou a apresentar tristeza, retraimento e atitudes incomuns. Ao ser questionada pela mãe, a criança teria relatado que o avô paterno introduziu repetidamente o dedo em sua região genital, causando dor e desconforto. Segundo o relato registrado, o caso teria ocorrido no dia 21 de fevereiro de 2026, quando a menina estava na residência do pai, em São Paulo. Ainda de acordo com a investigação, a criança disse que contou ao pai o que havia acontecido. Ele teria repreendido o avô, mas pedido para que a menina não contasse o ocorrido à mãe. Justiça decretou prisão preventiva Diante dos elementos reunidos pela investigação, o Ministério Público se manifestou favoravelmente à prisão preventiva. Na decisão, o juiz Frederico dos Santos Messias, do plantão judiciário de Santos, apontou que existem indícios suficientes de autoria e destacou a gravidade do crime, considerado hediondo. Segundo o magistrado, a prisão é necessária para garantir a ordem pública e proteger a vítima, já que o médico é parente da criança. A decisão também menciona o risco de interferência na investigação, já que houve tentativa de silenciar a vítima. Mandado tem validade até 2046 O mandado de prisão preventiva foi expedido no dia 7 de março de 2026 e tem validade até 6 de março de 2046. Após a detenção, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação.