O médico era procurado da Justiça em Santa Catarina e foi preso em Praia Grande (Reprodução) Um médico condenado por estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude foi preso neste sábado (2) em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Neandro Schiefler, de 46 anos, era procurado pela Justiça de Santa Catarina e estava foragido desde o ano passado. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A captura ocorreu após o reconhecimento do médico por câmeras de monitoramento da cidade da Baixada Santista. Com a identificação, uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) se deslocou até a Avenida Presidente Kennedy, no bairro Cidade Ocian, onde realizou a abordagem, por volta das 17h. Durante a verificação, os agentes confirmaram que havia um mandado de prisão definitiva contra Neandro, expedido pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Itajaí, vinculada ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Conforme apurado por A Tribuna, durante a ação, o homem tentou fornecer nome e dados falsos, mas, após verificação e confronto das informações, sua verdadeira identidade foi confirmada, sendo constatado o mandado de prisão em aberto. O médico foi levado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande e permaneceu à disposição da Justiça. Procurado De acordo com o mandado, a condenação já transitou em julgado. Neandro foi sentenciado a 16 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes previstos nos artigos 215 (violação sexual mediante fraude) e 217-A (estupro de vulnerável) do Código Penal, com agravantes. Os crimes foram cometidos contra pacientes, e havia registro de que o médico filmava as ações. O documento judicial determina a imediata prisão e recolhimento do condenado a uma unidade prisional, ficando à disposição do juízo responsável pelo caso. Após o cumprimento do mandado, a autoridade policial deve comunicar a prisão ao Judiciário, inclusive para a realização de audiência de custódia. Segundo apurado, a identificação do foragido foi possível por meio de tecnologia de reconhecimento facial utilizada no sistema de monitoramento urbano de Praia Grande, o que permitiu a ação rápida da equipe da GCM. De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o médico passou por audiência de custódia e segue preso. Foi determinado o encaminhamento do preso ao juízo responsável pela ordem de prisão (SC), com a devida urgência. A Tribuna não localizou a defesa do médico até a publicação desta reportagem, mas o espaço segue aberto para manifestação.