[[legacy_image_347018]] Uma médica de 47 anos foi ameaçada de morte enquanto trabalhava em um posto de saúde do bairro Caraguava, em Peruíbe, no Litoral de São Paulo. À Polícia Civil, ela declarou que estava em horário de almoço quando teve o consultório invadido por um paciente, que a ameaçou. Nesta quarta-feira (3), A Tribuna conversou com o marido da vítima, que contou sobre o ocorrido e disse que a mulher está traumatizada e teve o afastamento de 30 dias declarado por um psiquiatra. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O fato ocorreu no dia 27 de março deste ano, por volta das 12h35. Em depoimento, a médica relatou que estava na sala de consultas tirando seu horário de almoço quando o homem de 59 anos arrebentou com um chute a porta, que estava fechada, e começou a gritar com ela dizendo que queria ser atendido imediatamente. Segundo a vítima, o paciente chegou à unidade de saúde, mas sequer preencheu uma ficha para ser atendido. Logo, ele apresentou comportamento exaltado e passou a gritar. Mesmo sem ter dito uma palavra para o homem durante o corrido, a médica relatou que ele começou a ameaçá-la dizendo frases como “eu vou te matar” e “eu vou voltar e você vai ser a primeira a morrer”. [[legacy_image_347019]] Após as ameaças, o paciente ainda quebrou a xícara de água da médica, fazendo com que ela se assustasse e corresse para a cozinha da unidade de saúde. Em seguida, o homem também ameaçou outros funcionários do posto. Em seguida, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada, mas, ao fazer buscas pelas redondezas da unidade de saúde, o homem não foi encontrado. O boletim de ocorrência foi registrado como dano e ameaça no 1º Distrito Policial (DP) de Peruíbe. AfastamentoPor conta do trauma, a médica teve que passar por atendimento médico, que atestou o afastamento dela das atividades trabalhistas por 14 dias, por considerar que estaria em estado emocional vulnerável. Na última segunda-feira (1º), a vítima apresentou um relatório médico indicando o início de um tratamento psiquiátrico, após o episódio de violência física e verbal no local de trabalho. No documento, o médico responsável relatou que a mulher está com sintomas de ansiedade, comportamento evitativo, agorafobia, insônia, medo, humor ansioso e deprimido, com preocupações constantes e comprometimento das funções cognitivas e executivas. “Atualmente, ela apresenta uma incapacidade de se adaptar ao ocorrido, com os prejuízos claramente impactando as emoções (dela). A paciente descreve um medo incontrolável ao recordar o evento e o ambiente em que ocorreu, o que desencadeia pânico e comportamento evitativo. Neste momento, não possui condições de retornar ao ambiente de trabalho”, relatou o médico no documento. Por conta disso, o psiquiatra prescreveu alguns medicamentos e recomendou o afastamento da médica do trabalho por 14 dias, a partir de 11 de abril, além de acompanhamento psicológico. Conforme o marido da vítima, que também preferiu não ser identificado, a esposa não quer mais voltar ao trabalho, por estar traumatizada. Por isso, até saiu da cidade para ficar com a mãe, que mora no interior de São Paulo. PrefeituraA reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Peruíbe, que por meio daSecretaria Municipal de Saúde, confirmou o caso. Em nota, a pasta disse que repudia veementemente qualquer tipo de violência contra os servidores públicos, que estão trabalhando para atender a população da melhor maneira possível e não merecem tratamento tão desrespeitoso.