Fisiculturista, de 24 anos, agrediu namorada, uma médica de 27 anos, após ver conversas dela com outro homem no celular; ele foi preso em Santos horas depois de cometer o crime em São Paulo (Reprodução/ Redes sociais e Matheus Croce/ TV Tribuna) A médica, de 27 anos, vítima de agressões brutais cometidas pelo namorado fisiculturista, segue internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de hospital de Santos, no litoral de São Paulo. Segundo a advogada Gabriela Mansur, que representa a mulher, o estado de saúde dela ainda inspira cuidados, com prioridade total na estabilização do quadro clínico. A médica teve "ossos da face destruídos" e pode ter sequelas. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A mulher sofreu lesões graves na cabeça e no rosto, com impactos que ainda estão sendo avaliados pela equipe médica. “Ela segue internada, sob observação, e a prioridade absoluta da equipe médica é estabilizar o quadro clínico. Ainda é cedo para afirmar se haverá sequelas permanentes”, afirma a advogada. A médica já passou por cirurgias e deve enfrentar novas intervenções nos próximos dias. “Há previsão de novas intervenções cirúrgicas, especialmente de natureza reparadora, assim que houver condições clínicas seguras. O objetivo é restaurar, na medida do possível, a integridade física da vítima”, explica Gabriela Mansur. Desde a agressão, a mulher apresenta episódios de inconsciência e confusão mental. Segundo a advogada, a possibilidade de danos neurológicos ainda está sendo investigada. “Esse quadro segue em avaliação. A possibilidade de danos neurológicos não está descartada, mas ainda não há conclusão definitiva”, diz. A médica também recebe acompanhamento psicológico, neurológico e de outras especialidades. “É um processo gradual, que exige tempo e atenção. Ainda não há como emitir um parecer clínico definitivo nesse sentido, mas todas as medidas médicas e terapêuticas cabíveis estão sendo tomadas”, afirma Gabriela. Apesar da gravidade do caso, a médica teve alguns momentos de lucidez nos últimos dias. “Ela apresentou alguns momentos de lucidez, mas ainda permanece com episódios de desorientação. Isso é esperado em razão da gravidade das agressões”. Gabriela Mansur também reforça que a médica terá acesso a toda a rede de proteção à mulher. “Ela está sendo acompanhada pessoalmente por mim e por toda a equipe do nosso escritório. Assim que for o momento adequado, disponibilizaremos para ela o apoio integral do Projeto Justiceiras, que oferecerá acompanhamento psicológico, acolhimento e todos os recursos de apoio necessários para que tenha segurança e suporte emocional nesse processo de reconstrução”. Mesmo com o namorado preso preventivamente, a equipe jurídica da médica segue atenta. “A prisão já constitui uma medida cautelar que garante proteção imediata à vítima. Embora, nesse momento, não haja necessidade de medidas protetivas baseadas na Lei Maria da Penha, seguiremos atentos, prontos para adotar toda e qualquer providência para proteger a integridade física e psíquica dela”, conclui a advogada. Relembre o caso O fisiculturista Pedro Camilo Garcia Castro, de 24 anos, foi preso em flagrante em Santos após fugir do local do crime, um apartamento em São Paulo, com o carro da namorada em 14 de julho. Segundo a Polícia Civil, ele confessou que espancou a médica e alegou que agiu por ciúmes. O caso foi registrado como tentativa de homicídio na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos. Internada em estado grave Após ser brutalmente agredida por Pedro, a médica foi socorrida e encaminhada em estado grave ao Hospital Municipal do Campo Limpo, em São Paulo. Ela estava em estado de choque e teve hemorragias durante a internação. A médica foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital de Santos em 17 de julho. Por conta das agressões, ela ficou com os olhos roxos e o rosto inchado. Motivação do crime O crime teria sido motivado por nudes que a médica teria enviado a outro homem, os quais Pedro viu em uma conversa dela, na madrugada de 14 de julho. O fisiculturista espancou a namorada brutalmente e acabou fraturando parte dos ossos da mão com as agressões. O crime ocorreu por volta das 4h de 14 de julho. O casal, que mora em Santos, estava em um apartamento alugado por aplicativo no bairro Moema, em São Paulo, onde passou o fim de semana. A Polícia Militar (PM) foi acionada por um vizinho que relatou barulhos de briga vindos do imóvel. Os policiais foram ao prédio e tocaram a campainha do apartamento, localizado no sétimo andar, mas não foram atendidos. A equipe percebeu sons de respiração ofegante vindos do local e, por isso, abriu a porta. No interior, os agentes encontraram a mulher agonizando, caída, com ferimentos e sangramento no rosto - que ficou desfigurado com a agressão. Agora, a Polícia Civil de São Paulo investiga o caso, com apoio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos, que fez a prisão de Pedro.