Câmeras de monitoramento flagraram o momento das importunações em Guarujá (Reprodução) O motociclista investigado por importunar sexualmente mulheres em Guarujá, no litoral de São Paulo, confessou os crimes e disse que escolhia as vítimas que chamavam sua atenção. Conforme apurado pela TV Tribuna, ele já foi condenado pelo mesmo crime e fez ao menos cinco vítimas na cidade da Baixada Santista. Mas, por conta da aproximação do primeiro turno das eleições, ele não foi preso. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! As imagens, que mostram o homem perseguindo, apalpando mulheres e, em seguida, fugindo, foram analisadas pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Guarujá, que investiga o caso. O homem, conhecido como “Maníaco”, não ficou preso por causa do artigo 236 do Código Eleitoral, que restringe a prisão de eleitores nos cinco dias anteriores à eleição, exceto em algumas condições previstas em lei. A norma estabelece que nenhum eleitor pode ser preso nos cinco dias anteriores à eleição e até 48 horas depois do encerramento da votação. Ele só pode ser detido em flagrante delito, em cumprimento de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto. -Homem persegue mulheres Guarujá (1.531626) Depoimento do homem Conforme informações da TV Tribuna, o homem, de 26 anos, foi até a delegacia acompanhado do pai e da esposa nesta quarta-feira (30). O motociclista disse à polícia que começou a praticar os crimes em maio deste ano contra mulheres que chamavam sua atenção. Em entrevista, o delegado Glaucus Vinícius Silva afirmou que o homem já havia sido preso e condenado por importunação sexual em 2023. Na época, ele foi acusado de cometer o crime da mesma forma, usando uma motocicleta para abordar as vítimas. Entretanto, teve a prisão convertida em prestação de serviços à comunidade. Mesmo sem poder prendê-lo, a polícia quer tentar fazer com que ele responda pelos crimes. O delegado disse ainda que o motociclista está sendo monitorado 24 horas por dia. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do homem, mas o espaço segue aberto para manifestações. Vítimas Conforme noticiado por A Tribuna, uma atendente de farmácia relatou ter sido abordada pelo motociclista na noite de 12 de setembro, quando deixava o trabalho. Uma câmera de segurança registrou o momento em que o homem a seguiu por uma viela e fugiu em seguida. A mulher contou que, inicialmente, não estranhou a aproximação, porque acreditou que se tratava de um entregador ou de alguém conhecido. Só depois percebeu que havia sido apalpada. A atendente desceu da bicicleta, passou a repreender o homem e perguntou se estava louco. Ele, porém, não respondeu e deixou o local antes que a placa da moto pudesse ser anotada. Abalada, a vítima procurou um parente e relatou o ocorrido. Os dois ainda tentaram localizar o homem, mas não tiveram sucesso. Depois, a mulher registrou um boletim de ocorrência. Duas semanas depois, em 26 de setembro, uma jovem de 21 anos também foi vítima de uma abordagem semelhante. Segundo o relato, o homem se aproximou em alta velocidade e a segurou com força, empurrando-a para a frente. Durante a ação, a corrente da bicicleta caiu, e a jovem conseguiu olhar para o homem. Como ele usava capacete, ela afirmou ter visto apenas os olhos, que descreveu como assustadores.