Idosa alega ter tomado um 'murro' quando estava na calçada da praia, chegando ao Canal 6 (Carlos Nogueira/ AT) Logo após A Tribuna noticiar a morte do idoso que levou uma voadora na frente do neto em Santos, uma idosa com deficiência auditiva entrou em contato com a equipe de reportagem e relatou ter sido agredida com um soco no rosto enquanto andava pela calçada da praia do Canal 6. De acordo com Marinalva Cirino, de 65 anos, uma mulher veio na sua direção e deu um murro no seu olho. “O que quebrou meus óculos e me feriu. Além disso, eu fiquei com o rosto inchado”, conta a idosa sobre o fato ocorrido em 2 de maio. Clique aqui para seguir o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Antes de ser agredida, Marinalva estava indo ao médico e, por conta do soco que tomou, pediu ajuda de guardas civis municipais (GCMs) que estavam perto do local. “Falei que vi a moça virar na Rua Trabulsi (Ponta da Praia). Eles (guardas) foram comigo até lá. Achamos a moça, mas um dos guardas me disse que eu iria perder meu médico à toa”, relembra Marinalva. Segundo Marinalva, o guarda teria dito isso porque a mulher que a agrediu seria usuária de drogas. Mesmo com o ocorrido, a idosa foi à consulta médica e, no dia seguinte, voltou com seu filho até o local para ver se encontrava a agressora. Porém, a mulher não foi achada. Marinalva acrescentou que a agressão aconteceu quando ela estava chegando na calçada da praia do Canal 6, na tarde de 2 de maio. Mesmo tendo ficado machucada com o ‘murro’, ela ainda não foi ao médico e nem registrou o boletim de ocorrência (BO). Por causa do soco, Marinalva disse que ficou uma semana com o rosto inchado e com dor. Atualmente, ela está bem e pretende ir ao neurologista para avaliar possíveis impactos da agressão. Medo Marinalva, que mora em Vicente de Carvalho, em Guarujá, afirma que está insegura de voltar a Santos por causa do soco que tomou. “O fato é que fiquei com medo. Ando com receio de ir à rua. Já tenho 65 anos, as pessoas não costumam respeitar idoso”, desabafa. A Tribuna entrou em contato com a Prefeitura de Santos para ter mais informações sobre o atendimento da GCM, mas, até a publicação desta matéria, não obteve retorno.