[[legacy_image_134112]] A mãe do menino acusado de molestar um aluno dentro de uma escola no Boqueirão, em Praia Grande, nega o ocorrido e cita que a criança de seis anos recebeu ameaças depois dos fatos. O caso é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pela Prefeitura, Conselho Tutelar e Promotoria de Infância e Juventude do município. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Após a publicação do caso, a defesa da família procurou A Tribuna para relatar o ocorrido. A mãe do menino acusado, uma operadora de telemarketing de 32 anos, que preferiu não ser identificada, relata que o filho, de seis anos, deu um tapa no bumbum do outro menino, de cinco, enquanto eles estavam na fila do banheiro. Ela nega que tenha ocorrido molestação. "Na fila do banheiro, ele deu um tapa no bumbum da outra criança. Não foi dentro do banheiro, foi na fila. A professora viu e brigou com ele na hora. Não aconteceu nada dentro do banheiro", afirma. A versão foi confirmada à Reportagem por uma testemunha, que preferiu não ser identificada. Ela conta que uma professora acompanhava os alunos no momento dos fatos e repreendeu o estudante devido ao tapa. A Reportagem apurou que o episódio ocorreu antes do dia 11 de novembro e, após essa data, o menino de cinco anos não compareceu mais à escola. A mãe da criança supostamente molestada procurou a professora responsável pela turma para relatar o que havia escutado do filho no último sábado (4). AmeaçasGrávida de sete meses, a operadora de telemarketing relata que tem dificuldades para dormir e comer, além de dores na parte debaixo da barriga, desde o dia dos fatos. O filho também não esconde o medo das ameaças feitas pela outra família. "Meu filho está com o psicológico abalado por causa do pai e da mãe da outra criança. O tempo todo meu filho fala que o homem vai pegar ele. Não quer sair à rua, não come e não dorme direito porque tem pesadelos. Quando ele lembra (dos gritos) começa a chorar e fala que não fez nada", afirma a mãe. [[legacy_image_134113]] InvestigaçõesA acusação de molestamento foi registrada no 2º Distrito Policial de Praia Grande e encaminhada à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município. Segundo apurado por A Tribuna, as partes já foram ouvidas e o caso foi encaminhado à Promotoria da Infância e Juventude de Praia Grande, ligada ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A Polícia Civil ressalta que, por conta da natureza do caso, as investigações ocorrem sob sigilo, não sendo possível fornecer mais informações. Em relação às ameaças dos pais à criança, o 2º DP de Praia Grande diz investigar o ocorrido, mas afirma já ter ouvido o suposto autor das intimidações e a mãe do menino alvo das acusações. Testemunhas ainda serão intimadas. Após todas as partes prestarem depoimentos, o caso deve ser encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). PosicionamentosEm nota, a Promotoria de Justiça de Praia Grande disse ter solicitado providências à Secretaria de Educação do município e ao Serviço de Recebimento e Monitoramento de Denúncias para fazer escuta especializada das crianças envolvidas. O Ministério Público ressalta que o caso segue em segredo de Justiça, não sendo possível apresentar mais detalhes. [[legacy_image_134114]] O que diz a Prefeitura de Praia Grande A Secretaria de Educação informa que tomou ciência das acusações no dia 06/12/2021, por intermédio da Diretora da Unidade Escolar que foi comunicada pela genitora do aluno. Contudo, vale destacar que a criança envolvida não comparecia à escola há 20 (vinte) dias. A equipe gestora da unidade escoler reuniu-se com os pais das crianças envolvidas e, em segundo momento, com familiares dos demais alunos da turma. A Secretaria de Educação e Conselho Tutelar estão acompanhando toda a situação e a equipe gestora já se comprometeu a prestar todo o apoio necessário às famílias envolvidas. Nenhum profissional da escola está autorizado a falar em nome da unidade, da Secretaria de Educação ou Prefeitura. A Administração Municipal reitera a resposta passada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) que um segundo inquérito está em apuração devido a conduta dos pais da vítima no interior da unidade escolar. E que, assim como já afirmado pelo Estado, fica impossibilitada de oferecer mais detalhes devido a idade dos envolvidos A Reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) e não obteve resposta até a publicação desta matéria.