José e Iarley foram presos em Guarujá acusados de torturar e abusar do bebê de 1 ano (Reprodução) Os procurados da Justiça, Iarley do Nascimento Bezerra e José Erasmo Felix Mouzinhos, foram presos suspeitos de torturar e estuprar o bebê Noah de Andrade Nascimento, de 1 ano, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Iarley é mãe da criança, enquanto José seria o responsável pelo imóvel onde ela vivia. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O bebê foi levado pela mãe à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Rodoviária já sem sinais vitais, na madrugada de terça-feira (26). A equipe médica tentou reanimá-lo por cerca de 35 minutos, mas a morte foi confirmada à 1h40. Conforme informações da Polícia Civil, inicialmente tratado como morte suspeita, o caso ganhou novos rumos após um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontar indícios de maus-tratos e violência sexual. Diante das conclusões, a Delegacia Sede de Guarujá solicitou a prisão temporária dos investigados, autorizada pela Justiça e cumprida na noite de terça. Segundo a corporação, o bebê apresentava cortes nos pulsos, arranhões, perfurações compatíveis com queimaduras de bitucas de cigarro e lesões traumáticas na região anal, sugestivas de abuso sexual. O caso foi reclassificado como tortura e estupro de vulnerável. Depoimento da mãe Em depoimento, a mãe afirmou que deu banho e alimentou o filho antes de dormir. Segundo ela, após consumir maconha, adormeceu e acordou horas depois, quando percebeu a criança de bruços, sem respirar e com os lábios arroxeados. A mulher negou agressões e disse desconhecer a origem das lesões encontradas no corpo do bebê. Depoimento do pai O pai da criança, separado da mãe há cerca de oito dias, afirmou à polícia que recebia relatos de que o filho era deixado sozinho em casa. Já a bisavó paterna relatou que o imóvel onde o bebê vivia apresentava condições precárias de higiene, com presença de lixo, ratos, baratas e percevejos. Internação Ainda conforme a investigação, o menino já havia sido internado anteriormente após sofrer uma síncope cardíaca associada, segundo médicos, à obesidade infantil e alimentação inadequada. Exames A Polícia Civil requisitou exames necroscópicos detalhados, incluindo análise para confirmar a violência sexual e coleta de material genético para confronto de DNA. A residência onde a criança morava passou por perícia. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), a mãe e o homem seguem presos enquanto as investigações continuam. A Tribuna não localizou a defesa de Iarley e José, mas o espaço segue aberto para manifestações.