Padrasto confessou ter agredido menino de 2 anos em São Vicente (Arquivo pessoal e Divulgação/Polícia Civil) Presa preventivamente após o filho ter sido brutalmente espancado pelo padrasto em São Vicente, a família de Ana Beatriz Moraes de Oliveira, de 22 anos, torce pela condenação da acusada e pede Justiça pelo menino de 2 anos que segue internado se recuperando das sequelas da agressão. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em entrevista para A Tribuna, uma parente, que optou por ter a identidade preservada, citou que a notícia da agressão chocou toda a família e afirmou que Ana Beatriz é a ‘maçã podre’ da linhagem. Agora, enquanto cuidam em cooperação do menino durante sua recuperação, estão pedindo para que Ana Beatriz seja levada a júri popular. “Eu quero estar lá, com a camiseta do menino, para ela olhar para o rostinho dele, porque ele é um menino lindo, de olho azul. Parece um boneco, então eu quero estar lá, para olhar a cara dessa ‘pilantra’”, diz. Desde que foi presa por roubo, a parente comentou que Ana Beatriz havia sido afastada do convívio familiar. Quando recebeu o alvará de soltura, a acusada pegou o filho para criar e deixou uma outra filha com o pai. Os familiares aguardavam por uma possível ‘recuperação’ pós-prisão para tentar uma reaproximação e pagar uma faculdade para ela. Entretanto, segundo a mulher, Ana Beatriz mantinha contato com a mãe constantemente, dizendo que estava bem. A avó do menino pedia para ver o neto constantemente por vídeo, pois não sabia onde a filha morava, e a acusada se recusava a mostrar sempre por um motivo diferente. Quando conseguia ver o neto, a parente relatou que a avó notava que ele aparentava estar machucado no rosto, e Ana Beatriz justificava que ele tinha caído no chão ou que o filho de um vizinho havia lhe machucado. Quando começou a desconfiar que algo estava errado, logo a avó recebeu a notícia da internação do neto. “Quando foi a madrugada (dia dos fatos) que a gente descobriu que ela estava namorando um rapaz de 17 anos que estava espancando o menino há quinze dias. Foi uma revolta muito grande. Ela não foi criada assim. O pai dela era uma pessoa incrível, um pai maravilhoso. A mãe também”. Chegando ao hospital, a parente relembrou que a avó do menino havia lhe encontrado ‘todo arrebentado’ com os dois olhos roxos, com a boca, nariz e ouvido sangrando. “Isso nunca aconteceu na nossa família. Somos uma família de bem”. Atualmente, a parente destacou que a família não pretende ter mais contato com Ana Beatriz mesmo após o cumprimento da pena, principalmente pelo histórico conturbado da acusada “A mais culpada de tudo é a mãe. Quando você tem um filho, você se torna uma pessoa diferente. Você tem que proteger seus filhos. Você não pode deixar que um cara espanque seu filho e você diz que está educando. Ela foi totalmente alheia ao filho. Eu espero que os filhos nunca mais vejam ela. A gente quer que ela pegue pena máxima e não queremos saber dela. Ela fez uma escolha na vida. Ela é a única maçã podre da família. Nosso sentimento é de impotência”. Para a parente, o importante é que o menino está se recuperando aos poucos e agora ficará aos cuidados da família, que se uniu para lhe dar o melhor tratamento possível depois da agressão. “A gente vai fazer com que a vida dele seja tranquila, cheia de paz, amor e de carinho”. Relembre o caso O menino foi agredido pelo padrasto, de 17 anos, na madrugada desta segunda-feira (1º), em São Vicente. A criança deu entrada no Hospital do Vicentino com diversos ferimentos na cabeça e no tronco. Por conta da gravidade do quadro, teve que ser transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Santos. Atualmente, ele continua internado na enfermaria. De acordo com a Polícia Civil, a mãe da criança, de 22 anos, tentou omitir o ocorrido, mas foi presa. O padrasto adolescente também foi apreendido. Conforme o boletim de ocorrência, a equipe policial foi acionada por funcionários do hospital, relatando que um homem tinha fugido do pronto-socorro, após ser considerado suspeito de praticar maus-tratos e tentar matar o enteado de 2 anos. Com as características dos suspeitos, os policiais conseguiram apreender o adolescente, que estava na subida do Viaduto Mário Covas. Questionado pelos policiais, o padrasto confessou ter agredido o menino com socos e disse que o jogou na parede, pois ele estava chorando demais. O adolescente foi levado de novo à unidade de saúde e a mãe da criança foi acionada para ir até o local. A princípio, a mulher disse que o filho tinha caído da cama enquanto brincava com a irmã. No entanto, depois, mudou a versão e disse que havia saído para cobrar uma dívida do namorado e deixou o filho com ele. A Polícia Militar apurou que a criança estava sofrendo maus-tratos do padrasto desde 27 de junho e foi recebida no hospital, apresentando vários ferimentos na cabeça e no tronco. Conforme o relatório médico preliminar destacado no BO, o menino teve afundamento de crânio, hematomas generalizados na face e recebeu o diagnóstico de traumatismo cranioencefálico grave, com necessidade de encaminhamento à UTI, correndo o risco de não sobreviver. A avó materna, de 47 anos, foi determinada como a pessoa que ficará responsável pela guarda provisória do menino. Enquanto isso, o adolescente e a mãe da criança foram detidos em flagrante. Em entrevista à TV Tribuna, o delegado Marcos Alexandre Alfino disse que a inclusão da mãe no caso está relacionada à omissão. “O que a gente espera de uma mãe é no mínimo proteger o próprio filho e foi isso que ela não fez em nenhum momento”. O caso foi registrado como maus-tratos e tentativa de homicídio no 1º Distrito Policial (DP) de São Vicente. A mulher está presa preventivamente e o adolescente foi levado para a Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo (Casa), tendo a internação decretada após audiência de custódia. Em depoimento, o padrasto, friamente e sem remorso, relatou que teria agredido a vítima após o menino ter urinado na cama e lhe deixado com raiva.