Durante o interrogatório, o padrasto, Marcelo Pereira De Oliveira, de 38 anos, afirmou que a mãe, Thais Daniel Costa, de 30, estava nervosa porque o bebê chorava muito (Carlos Cruz/ CANAL5WEBTV e Reprodução) Os depoimentos prestados pela mãe e pelo padrasto do bebê de 11 meses que morreu em Praia Grande, no litoral de São Paulo, revelam detalhes do que teria acontecido nas horas que antecederam a morte da criança. As declarações constam no boletim de ocorrência obtido por A Tribuna. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Durante o interrogatório, o padrasto, Marcelo Pereira De Oliveira, de 38 anos, afirmou que a mãe, Thais Daniel Costa, de 30, estava nervosa porque o bebê chorava muito e que decidiu dar remédios para tentar fazê-lo dormir. Segundo ele, foram administradas várias doses de medicamentos ao longo de horas. O padrasto relatou à polícia que chegou a alertar a companheira de que o remédio era destinado a adultos, mas que ela insistiu. “Era remédio para adulto, mas ainda assim ela ministrou porque o bebê era ‘resistente’ à medicação”, afirmou. Marcelo também disse que, em meio ao desespero com o choro da criança, Thais teria gritado: “Faz esse menino calar a boca; coloca a mão na boca dele”. O padrasto contou que colocou a mão na boca do bebê “bem devagarzinho”, mas retirou ao perceber que o menino estava sem ar. Ainda segundo o padrasto, a mãe chegou a agir de forma agressiva em alguns momentos. Marcelo afirmou ter visto a companheira desferir tapas no braço do filho. Em outro trecho do depoimento, disse que, depois de vários remédios, “os quatro últimos pegaram de jeito e o bebê dormiu”. Quando o bebê apresentou comportamento estranho, o casal decidiu levá-lo ao hospital. O padrasto relatou que, naquele momento, o menino estava com a respiração muito fraca. “Antes de levarmos para o hospital, a criança ainda estava com respiração, porém bem fraca”, disse. Depoimento da mãe Já Thais afirmou em depoimento que estava muito estressada e com dores e que decidiu dar um remédio para o filho dormir. A mãe declarou que a criança tinha hidrocefalia e estava agitada havia alguns dias. Segundo Thais, em um momento de descontrole, acabou batendo a cabeça do bebê. “Quando fui colocar meu filho no carrinho, acabei batendo a cabeça dele”, afirmou. Ela disse que, ao perceber que a criança estava “estranha”, resolveu levá-la ao médico, mas “era tarde demais”. A mãe também relatou que o companheiro a ajudava a cuidar do bebê, pois sabia que ela estava nervosa. “Ele cuidava do bebê, porque sabia que eu estava estressada”, disse. Em outro trecho do depoimento, Thais afirmou que tentou acalmar a situação quando o filho teria feito um movimento em direção ao padrasto, porém acabou perdendo o controle. “Fui acalmar, mas acabei me descontrolando”, declarou. Prisão dos dois A criança morreu na noite de segunda-feira (9), após dar entrada no Pronto-Socorro (PS) Central de Praia Grande já em parada cardíaca e com sinais de trauma. A mãe e o padrasto foram presos em flagrante por homicídio qualificado e o caso segue em investigação pela Polícia Civil.