Caso ocorreu dentro da Escola Municipal Minol Ivata, em Mongaguá (Arquivo Pessoal) Uma situação de violência chamou atenção na Escola Municipal Minol Ivata, em Mongaguá, no litoral de São Paulo, na manhã de sexta-feira (8). Um aluno transportado pelo ônibus escolar não encontrou responsável no ponto de desembarque e precisou ser retornado à escola junto com outras duas crianças e uma mãe que acompanhou a situação. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ao chegar à unidade escolar, a diretora Helena de Freitas Siqueira entrou em contato com a responsável pelo aluno, que se recusou a buscá-lo, exigindo que a criança fosse liberada sozinha. A diretora explicou que, conforme a legislação e as normas de transporte escolar, crianças menores de 12 anos não podem ser deixadas desacompanhadas e que o aluno permaneceria acolhido na escola em segurança até a chegada de um responsável. Por volta das 13h20, a responsável compareceu à escola utilizando um crachá. De acordo com relatos da direção, ela proferiu ofensas verbais contra a diretora e, em seguida, agrediu fisicamente a profissional com um tapa no rosto. A vice-diretora, que tentou intervir, também foi atingida com um soco nas costas. A agressora ainda tentou forçar a porta da direção, danificou a porta de entrada utilizada pelas crianças e proferiu ameaças contra a diretora, afirmando que sabia onde ela morava e detalhes sobre seu carro. Toda a ocorrência aconteceu dentro da escola, causando medo e abalo emocional entre os servidores e alunos presentes. Ainda segunda a diretora, a secretária de Educação do município, Maria Marta, compareceu ao local para oferecer suporte. A Polícia Militar (PM) e a Guarda Civil Municipal (GCM) foram acionadas para garantiram a segurança da escola e o encaminhamento da situação. Em nota divulgada oficialmente, os professores da escola repudiaram a agressão à diretora, destacando que atos de violência não podem ser tolerados em nenhum espaço, e reforçaram apoio incondicional à gestão da unidade. "A agressão contra nossa diretora não é apenas um ataque a uma profissional dedicada, mas a toda a comunidade escolar. Nenhuma divergência justifica a violência. Seguiremos firmes na defesa da educação, do respeito e da valorização de todos os profissionais que dedicam sua vida à formação de cidadãos. Chega de violência. Respeito sempre!", diz trecho da nota. Histórico de conflitos Helena está à frente da escola desde julho do ano passado e já havia enfrentado diversos episódios de conflito envolvendo a mesma responsável. No ano passado, a mãe da criança realizou uma cirurgia plástica com complicações, resultando em afastamento médico, o que levou o aluno a se ausentar com frequência da escola. Durante todo esse período, a diretora tentou negociar alternativas para garantir a frequência escolar da criança, mas a responsável continuava apresentando dificuldades e se mostrava agressiva. Em um episódio anterior, a mãe chegou a tentar invadir a escola para confrontar a diretora, sendo contida antes de entrar. Em abril deste ano, a responsável entrou em contato com a Prefeitura e passou a fazer acusações contra a conduta da diretora, afirmando que ela “não resolvia nada na escola” e que “maltratava e intimidava” o filho. Ainda segundo a diretora, a Administração Municipal chegou a procurá-la para investigar as acusações. Posicionamento Em nota, a Prefeitura de Mongaguá informou que, após orientação da Unidade Escolar quanto à impossibilidade de o aluno realizar sozinho o trajeto entre o ponto de desembarque do transporte público e sua residência, a responsável foi informada sobre os procedimentos de segurança adotados pela escola, considerando a necessidade de preservação da integridade física e proteção da criança. Segundo a nota, posteriormente, a responsável dirigiu-se à escola pelo fluxo de entrada destinado aos professores e apresentou comportamento agressivo, agredindo a gestora da unidade. Professores e a vice-diretora intervieram para conter a responsável e preservar a integridade física dos presentes. A Secretaria Municipal de Educação e a equipe gestora compareceram imediatamente para prestar apoio, e a Polícia Militar foi acionada para registro da ocorrência e adoção das medidas cabíveis. A nota também destaca que a equipe escolar recebeu acolhimento emocional e que todas as medidas adotadas seguem o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e decretos municipais que determinam a obrigação de pais e responsáveis acompanharem o transporte escolar. A Secretaria Municipal de Educação lamentou o ocorrido, reafirmando que nenhuma forma de agressão ou intimidação contra profissionais da educação pode ser tolerada, e que a atuação da escola ocorreu em estrito cumprimento da legislação vigente, garantindo segurança e proteção às crianças.