Um homem de 45 anos investigado por uma sequência de roubos registrados em Santos, no litoral de São Paulo, durante os meses de março e abril deste ano foi reconhecido por vítimas durante investigação conduzida pelo 7º Distrito Policial (DP) da cidade. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Polícia Civil, os crimes apresentavam características semelhantes, como o uso de uma pistola “prateada” para ameaçar vítimas e roubar celulares, bicicletas e joias. A partir dos registros das ocorrências, investigadores passaram a realizar buscas nos locais e horários onde os assaltos aconteciam, na tentativa de identificar o autor. A investigação ganhou força após uma abordagem feita pela Guarda Civil Municipal (GCM) no dia 24 de abril. De acordo com a polícia, um casal foi detido logo após roubar uma bicicleta na Rua Comendador Alfaia Rodrigues. Minutos depois, os suspeitos teriam usado a bicicleta roubada para abordar três universitários na Rua Doutor Oswaldo Cruz, no Boqueirão, e levar os celulares das vítimas. Ainda segundo a corporação, com o homem foi encontrado uma arma falsa, semelhante a uma pistola semiautomática prateada, além de quatro celulares. A mulher que estava com ele também foi autuada na ocorrência. A Polícia Civil informou que, diante das semelhanças entre os casos investigados, vítimas foram chamadas para realizar reconhecimentos fotográficos preliminares. Conforme os investigadores, elas identificaram o suspeito como autor dos roubos e reconheceram também o simulacro utilizado nas ações. Com o avanço da apuração, foram instaurados inquéritos policiais. A autoridade responsável solicitou autorização judicial para retirar o investigado do Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente, onde já estava detido, permitindo a realização de reconhecimento pessoal presencial. O homem segue preso. Nesta terça-feira (19), as vítimas compareceram ao 7º DP de Santos e voltaram a reconhecer o homem como autor dos crimes apurados, segundo a Polícia Civil. Ainda de acordo com a corporação, o suspeito possui diversas condenações anteriores que, somadas, ultrapassam 35 anos de pena. Na última vez em que esteve preso, ele cumpriu oito anos de detenção, conforme informado pela polícia. O caso é conduzido pelo delegado titular do 7º DP de Santos, Jorge Álvaro Gonçalves Cruz, e sua equipe de investigação.