[[legacy_image_305715]] Medo e insegurança. É o que comerciantes que trabalham nos arredores da Praça dos Andradas, em frente à Rodoviária, no Centro de Santos, têm sentido. Eles relatam que já se depararam com diversos casos de furtos e roubos e, inclusive, já foram vítimas da criminalidade no local. [[legacy_image_305754]] Nilton Alves de 49 anos, é dono de uma bomboniere que foi furtada na última quarta-feira (18). Foram levados mais de R\$ 5 mil em produtos do estabelecimento, como chocolates, refrigerantes, energéticos, biscoitos e potes de doce. A loja existe há mais de 40 anos na praça. “Estamos aqui largados pelo poder público. Os comerciantes e as pessoas que transitam na rodoviária estão pedindo socorro. Está muito difícil de andar por aqui. A praça está sem iluminação, pois foram furtadas todas as fiações pelos ladrões". [[legacy_image_305755]] Além dos itens furtados, o comerciante ainda teve prejuízo com a porta do estabelecimento que foi arrombada com a entrada dos criminosos. Alves também conta que essa foi a terceira vez que bandidos forçam a porta, mas as outras duas vezes foram sem sucesso. “Levaram quase tudo. Ando muito cansado e me sentindo inseguro. Essa era para ser a praça mais segura da cidade, pelo fato de ter a rodoviária com entrada e saída de turistas aqui na Baixada Santista. Estou a ponto de fechar o comércio e tentar outra coisa”, relata Alves. O empresário Roberto Jorge Alves Braga possui um salão de cabeleireiro na Praça das Andradas há 22 anos. Ele diz que nunca foi assaltado, mas relata que vem sofrendo ameaças. "Vem algumas pessoas de rua pedir, aí você nega e eles falam que vão vir te assaltar. Está um terror trabalhar assim. Estamos de mãos atadas", comenta. Para Roberto, seria ideal que tivesse uma base da Guarda Civil Municipal (GCM) no local, para que ele e outros comerciantes se sentissem mais seguros. "Nós queremos que nossas autoridades cuidem da cidade. É por isso que pagamos nossos impostos". Resposta da PrefeituraA Prefeitura de Santos respondeu, por meio de nota, que a Guarda Civil Municipal (GCM) “faz rondas diuturnas em todas as regiões da Cidade – entre elas, o Centro Histórico –, conduz para as autoridades policiais suspeitos de delitos flagrados pela corporação (em atitudes suspeitas) e dá total apoio às forças de segurança – seja com o efetivo da GCM e também por meio das mais de 1700 câmeras interligadas ao Centro de Controle Operacional (CCO) da Prefeitura de Santos”. A Prefeitura ainda orienta a população para, em caso de ocorrências, acionar a GCM pelo telefone 153, que funciona 24 horas. No posicionamento, o Município ainda informou que “desde 2016 atende demandas de comerciantes instalados na região central, por meio do Grupo Técnico de Trabalho (GTT) do Centro Histórico, que reúne mais de 200 donos de estabelecimentos” e que “por meio de um grupo de WhatsApp, a GCM e outros serviços municipais atendem prontamente demandas dos comerciantes”. A Prefeitura ainda ressalta que “a GCM também irá reforçar o monitoramento da região central, onde será inaugurada – ainda neste ano – a base do grupamento Rondas Ostensivas Municipais (ROMU)” e que “em breve, a ROMU contará com nova sede em imóvel na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Sete de Setembro, na Vila Nova”. A orientação é que em caso de perigo, a população pode acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.