[[legacy_image_317954]] Um habeas corpus foi concedido ao empresário do cantor Alexandre Pires, Matheus Possebon, na noite desta sexta-feira (8). A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), por meio da desembargadora Maria do Carmo Cardoso. Segundo a defesa do empresário, o alvará de soltura já foi expedido e a previsão é que ele saia ainda neste sábado (9) da Penitenciaria de Tremembé. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Matheus tinha sido detido na Operação Disco de Ouro, da Polícia Federal (PF), no dia 4 de dezembro, após desembarcar de um cruzeiro temático de Alexandre Pires, em Santos. A suspeita é de que ele tenha envolvimento no crime de lavagem de dinheiro com garimpo ilegal (veja mais informações abaixo). Desde então, ele permaneceu preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente e havia sido transferido também nesta sexta-feira (8) para Tremembé. Para a revogação da prisão preventiva do empresário, a desembargadora entendeu que “há diversas situações fáticas que merecem esclarecimentos”, na investigação. A fragilidade da comprovação do volume de informações captadas também foi um dos motivos apontados. Outro ponto destacado é em relação aos recursos financeiros envolvidos no processo. A desembargadora cita que, ainda que sejam elevados, isso não pode justificar a prisão por risco à ordem econômica, visto que Matheus possui atividade empresarial lícita, cujos rendimentos acabam sendo maiores do que os valores indicados na investigação. Entretando, com a decisão do habeas corpus, foram determinadas algumas medidas cautelares alternativas para o empresário, como: comparecimento periódico em juízo, no prazo e condições fixadas pelo magistrado; comparecer a todos os atos do processo e evitar a obstrução do seu andamento; e comunicar qualquer alteração de endereço. Caso o empresário descumpra alguma das medidas, poderá ter a prisão preventiva decretada novamente. O advogado de defesa do empresário, Fábio Tofic Simantob, se pronunciou sobre a decisão. “Raramente me deparo com decisão tão descabida e equivocada. Felizmente o erro foi corrigido a tempo de Matheus retornar a suas atividades normais”, comenta. OperaçãoA Polícia Federal (PF) deflagrou a operação Disco de Ouro na última segunda-feira (4), para apurar a movimentação de R\$ 250 milhões de reais de garimpos da Terra Indígena Yanomami, em Roraima (RR). Conforme as investigações, dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão foram cumpridos de Norte a Sul do país, inclusive em Santos. As investigações ocorrem nas cidades de Boa Vista e Mucajaí, em Roraima, Santarém, no Pará, além de São Paulo, Santos, Uberlândia, em Minas Gerais e Itapema, em Santa Catarina. A Justiça determinou o sequestro de R\$ 130 milhões de todos os suspeitos. De acordo com a PF, a operação tem como objetivo desarticular um grupo de garimpeiros e empresários envolvidos na exploração da cassiterita, metal muito procurado para a produção de aparelhos eletrônicos, como celulares, além de peças de veículos. Artista envolvidoO cantor Alexandre Pires também é investigado, devido a suspeita de ter recebido R\$ 1 milhão de uma empresa mineradora que supostamente financia e cuida da logística do garimpo ilegal. Em nota divulgada pelo advogado do cantor, Luiz Flávio Borges D’Urso, o caso é desvinculado ao cantor e ressalta que Alexandre Pires foi tomado de surpresa diante da operação que envolveu seu nome. Também destaca que o artista é uma das mais importantes referências da música brasileira. “Salientamos que o cantor e compositor Alexandre Pires jamais cometeu qualquer ilícito, o que será devidamente demonstrado no decorrer das investigações, reiterando sua confiança na Justiça brasileira”, informou, em nota divulgada nesta terça-feira (5). O cantor prestou depoimento na Polícia Federal de Santos, ainda na manhã da última segunda-feira (4). Após ser ouvido, Alexandre Pires foi liberado.