Orlando Rollo foi preso no dia 18 de novembro de 2022 (Reprodução/TV Tribuna) O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo - Comarca de Santos rejeitou a denúncia contra o ex-presidente do Santos Futebol Clube, Orlando Rollo, feita pelo Ministério Público do Estado (MP-SP). A Justiça considerou que a prova já havia sido declarada ilícita, por conta de ter sido apreendida de forma irregular. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Rollo, também investigador da Polícia Civil, é suspeito, juntamente com outros três policiais, de estar envolvido no tráfico de drogas junto á facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele chegou a ser preso em 18 de novembro de 2022 e solto em março de 2023 por determinação da 5ª Vara Criminal da Comarca de Santos. De acordo a decisão da Justiça, da última quarta-feira (21), a rejeição da prova aconteceu por conta de a acusação estar "lastreada fundamentalmente no conteúdo do celular apreendido em poder do corréu João Armôa. Contudo, a prova emergente do referido dispositivo e as dela derivadas foram declaradas ilícitas pela 5ª Turma do TRF 3ª Região". Foi, aliás, o mesmo motivo pelo qual Rollo já havia sido solto em 2023. Com a rejeição, apenas um outro envolvido teve a denúncia acatada pela Justiça, tendo em vista que as provas apresentadas e que apontam para sua participação no crime não foram anuladas por conta da anulação dessa prova. Relembre o caso Ex-presidente do Santos FC e policial civil, Orlando Rollo foi preso na manhã de 18 de novembro de 2022, durante uma operação contra o tráfico de drogas e crimes contra administração pública, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco), em Santos. O processo seguiu sob segredo de Justiça. A investigação havia começado meses antes, em agosto. A operação foi um desdobramento da prisão do advogado criminalista João Manoel Armôa Junior, detido em setembro daquele ano, na Operação Diamante. Ele era suspeito de envolvimento com uma quadrilha de tráfico internacional de drogas. Rollo tinha mensagens de áudio trocadas via celular com Armôa. A negociação, segundo o Ministério Público Estadual, envolveria o pagamento de propina para quatro investigadores da Polícia Civil. Eles teriam recebido a informação de que uma grande quantidade de cocaína seria repassada de um caminhão para outro veículo, na Rodovia Cônego Domenico Rangoni. Dali, ela seria transportada ao Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Dos 958 quilos de cocaína apreendidos, o grupo teria desviado 790 quilos e apresentado somente 160 tabletes. No mesmo dia da apreensão, 6 de agosto, o advogado João Armôa e o traficante Vinycius Costa teriam iniciado a negociação para devolução da cocaína. Orlando Rollo iniciou tratativas para a contratação de Robinho de volta ao Santos (Divulgação/Santos FC) Presidente do Santos Orlando Rollo antecedeu o também ex-presidente do Santos, Andrés Rueda. Ele assumiu o cargo após o impeachment de José Carlos Peres, em 2020. Na época, Rollo chegou a contratar o atacante Robinho, mas o acordo durou apenas seis dias, pois foi encerrado após a polêmica envolvendo a condenação do atleta por estupro na Itália.