Igor Peretto ao lado da viúva Rafaela Costa Silva (Reprodução Instagram) O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou a liminar em favor da viúva de Igor Peretto que pedia sua liberdade. Ela está presa por estar envolvida no crime do marido, que foi morto a facadas no fim de agosto. Rafaela Costa Silva mantinha um caso extra conjugal com Mário Vitorino, acusado de matar o cunhado — ele era casado com Marcelly Peretto, irmã de Igor e dona do apartamento onde o comerciante foi morto. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! No pedido de liberdade provisória obtido por A Tribuna, a defesa de Rafaela justifica que a ré sofreu constrangimento ilegal, pois a prorrogação da prisão temporária ocorreu em período pré-eleitoral, em dissonância ao artigo 236 do Código Eleitoral. O texto estabelece que é proibida “a prisão de eleitor nos cinco dias que antecedem às eleições até 48 horas depois do seu encerramento (salvo em casos de flagrante delito, sentença condenatória por crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto)”. Além disso, a defesa argumenta que não há razões para a renovação da prisão temporária de Rafaela, pois ela se apresentou espontaneamente para cumprir a prisão cautelar e entregou seu celular juntamente a senha de desbloqueio, “demonstrando inequívoca intenção de colaborar com a apuração do delito”. O texto ainda ressalta que Rafaela não estava no apartamento no momento em que Igor foi morto e que não há elementos para comprovar que ela participou do crime de alguma forma. O pedido ainda afirma que, ao contrário do que foi posto na decisão que prorrogou a prisão temporária de Rafaela, a viúva não teria excluído registros telefônicos com o intuito de interferir na investigação. Igor Peretto (à esquerda) foi encontrado morto. O cunhado Mário Vitorino (segundo da esquerda para direita), a irmã da vítima, Marcelly (terceira da esquerda para a direita) e a viúva de Igor, Rafaela (à direita), seguem presos (Reprodução e redes sociais) Pedido negado Na decisão do dia 10 de outubro, o ministro Og Fernandes afirma que não há indícios de ilegalidade na prorrogação da prisão temporária e reconhece a necessidade de continuar as investigações do homicídio de Igor Peretto, com a análise de celulares apreendidos e o confronto de versões dadas pelos réus. O ministro negou a liminar por considerar que não houve violação do Artigo 236 do Código Eleitoral uma vez que, segundo Fernandes, a restrição não se aplica à prisão temporária decretada antes do período eleitoral. O mandado de prisão de Rafaela e Mário foi expedido em 2 de setembro. A decisão ainda destacou que a prorrogação da prisão dos réus foi necessária também porque a relação entre os investigados ainda não foi totalmente esclarecida. O texto ainda menciona que há risco de os investigados intimidarem testemunhas, adulterarem provas ou fugirem. O STJ é um tribunal superior do Judiciário: após a decisão desse órgão, ainda é possível recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) em determinadas situações, principalmente quando há violação de direitos constitucionais. A Tribuna entrou em contato com o advogado Marcelo Cruz, responsável pela defesa de Rafaela. Ele explicou que o pedido de Habeas Corpus não foi negado. "Não foi sequer julgado ainda. O que julgaram foi a liminar, a decisão de um único desembargador fazendo esta avaliação preliminar, se é caso de soltar ou não liminarmente. O Habeas Corpus depois é submetido perante uma mesa julgadora composta, no caso do Tribunal de Justiça, por três desembargadores". Três presos Rafaela (viúva) e Marcelly (irmã da vítima), que também eram amigas íntimas, estão presas desde 6 de setembro. A esposa do comerciante teve a prisão temporária decretada no dia 2 de setembro e, em outubro, a Justiça prorrogou a prisão dos três suspeitos do homicídio. Mário, o último integrante do trio a ser preso, foi detido em 15 de setembro na casa de um tio de Rafaela em Torrinha, no interior do Estado de São Paulo. Leia mais sobre este caso: Trio acusado pela morte de comerciante em apartamento no litoral de São Paulo tem prisão prorrogada Entenda o que se sabe até agora sobre o caso do comerciante morto em apartamento de Praia Grande Irmão de vereador é esfaqueado e morto em apartamento de Praia Grande Cunhado preso por morte de comerciante se apresenta em Praia Grande; fuga teria sido por medo de ameaças Irmã e esposa de comerciante assassinado em Praia Grande são presas Agiu em legítima defesa, diz advogado do cunhado preso por morte de comerciante em Praia Grande Advogado de acusado de matar comerciante a facadas em Praia Grande sofre ameaças Cunhado de comerciante morto em apartamento de Praia Grande é preso no interior de SP Cunhado de comerciante morto em Praia Grande se escondeu em casa de parente da amante Irmã de comerciante morto em Praia Grande teve 'caso' com cunhada horas antes do crime, diz defesa Irmã de comerciante morto em Praia Grande estava bêbada e sob efeito de droga durante assassinato, diz advogado Justiça decreta prisão temporária para cunhado e esposa de comerciante morto em Praia Grande