[[legacy_image_193088]] Está marcado para 20 de setembro o julgamento de um dos acusados pelo atentado a tiros à jornalista Solange Freitas durante a campanha dela à Prefeitura de São Vicente, em 2020. A informação é da TV Tribuna. O policial militar rodoviário Gustavo de Souza Militão Pavlik, preso desde então, será levado a júri popular no Fórum da Cidade por tentativa de homicídio qualificado. O crime aconteceu em 11 de novembro de 2020, a quatro dias do primeiro turno da eleição. O outro réu, Diego Nascimento Pinto, está foragido. Na véspera do pleito, ele havia se apresentado à Polícia Civil e disse ser o autor dos disparos contra o carro de Solange. Durante as investigações, a Polícia Civil constatou que Nascimento não havia atirado no veículo. Em janeiro do ano passado, porém, se confirmou que, mesmo sem ter disparado, o acusado teve envolvimento no atentado. A decisão que havia determinado o júri popular é de fevereiro deste ano. Ao justificar sua ordem, o juiz Rodrigo Barbosa Sales, da 3ª Vara Criminal de São Vicente, escreveu que a tentativa de homicídio consistiu em uma ação de interferência no resultado das eleições municipais da cidade. O magistrado apontou que, segundo o inquérito policial, a dupla planejou o crime e fez um telefonema minutos depois de os disparos terem sido efetuados. Após a determinação do júri popular, o juiz negou o direto de recurso em liberdade do policial, pois considerou o crime hediondo — o que não permite liberdade provisória. Solange estava a caminho de uma feira livre quando ocorreu o atentado na Vila São Jorge O crime O atentando ocorreu na Avenida Minas Gerais, a Linha Vermelha, na manhã de 11 de novembro de 2020. Além de Solange, estavam no carro o então candidato a vice e ex-vereador Givanilse dos Santos, o Gil do Conselho, e outras três pessoas que faziam parte da equipe de campanha. Solange havia acabado de deixar uma padaria, na Vila Valença, e estava a caminho de uma feira livre, na Vila São Jorge, cumprindo agenda da campanha. No percurso, enquanto faziam um retorno para entrar na Avenida Vereador Diego Pires de Campos, um motociclista passou atirando no carro, em direção ao vidro do passageiro, onde Solange costumava se sentar. Naquele dia, ela estava no banco traseiro. Ninguém se feriu: o veículo era blindado.