[[legacy_image_303338]] Foi adiado, para o dia 24 de outubro, o julgamento de Diego Nascimento Pinto, acusado de tentar matar a jornalista e atual deputada estadual Solange Freitas (União Brasil) em atentado durante a campanha para a Prefeitura de São Vicente, em 2020. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Diego é julgado por tentativa de homicídio por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele foi preso em fevereiro deste ano, em meio a operação policial na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, altura de Praia Grande. Ele teria participado do crime ao lado do ex-policial rodoviário Gustavo de Souza Militão Pavlik, julgado no ano passado e condenado a cinco anos de prisão. O juriO julgamento, iniciado na manhã desta terça-feira (10), ocorria no Fórum de São Vicente e foi suspenso porque a defesa do réu, durante os questionamentos à testemunha de acusação, fazia o uso de trechos de um depoimento prestado em julgamento anterior e não constam do processo. Por conta disso, o Ministério Público se manifestou contra o expediente utilizado. Vale lembrar que há uma regra processual onde qualquer documento a ser utilizado no plenário tem que ser juntado com três dias úteis de antecedência e que ele não teria sido intimado. A partir daí então, a controvérsia se estabeleceu. A defesa sustentou que houve requerimento, mas o documento da defesa nesse sentido é uma narrativa - ele narra que teria que usar, mas não a efetiva solicitação. Diante disso, o juiz dissolveu o conselho de sentença, reagendando essa nova data para dia 24 de outubro. O réu seguirá preso. “Infelizmente, terei de passar por isso mais uma vez. O júri começou com meu depoimento, que durou mais de uma hora, relembrando detalhes de tudo que aconteceu naquela época. Tive que relembrar os ataques, fake news, toda a violência política física e psicológica que sofri em 2020. E durante o depoimento do delegado, um desentendimento jurídico entre defesa e acusação fez com que o juiz decidisse remarcar o julgamento”, afirma Solange Freitas. “Foi uma decisão acertada porque numa condenação, a defesa poderia contestar depois e pedir a nulidade. Mais uma etapa de sofrimento pra mim, mas necessária em busca de Justiça”, complementa a deputada. O caso O crime ocorreu na Avenida Monteiro Lobato, na Vila Voturuá. A candidata seguia com a equipe de campanha em um carro blindado quando uma moto se aproximou do veículo e um homem disparou, ao menos quatro vezes, contra a janela do passageiro, onde Solange Freitas estava sentada.