Juiz revoga prisões de jovens suspeitos de balear policial da Rota em Praia Grande

Crime ocorreu durante assalto na madrugada de 31 de dezembro

Por: Eduardo Velozo Fuccia  -  13/01/19  -  16:39
Homem foi encaminhado para a Delegacia Sede de Praia Grande
Homem foi encaminhado para a Delegacia Sede de Praia Grande   Foto: Arquivo/AT

O juiz Vinicius de Toledo Piza Peluso, da 1ª Vara Criminal de Praia Grande, revogou, na última sexta-feira (11), as prisões preventivas de quatro jovens. Eles são acusados de balear um policial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) durante assalto, na madrugada de 31 de dezembro.


O policial trabalhava na Operação Verão em Praia Grande e estava de folga no momento da tentativa de latrocínio. Atingido na lateral direita do abdômen, ele foi internado no Hospital Irmã Dulce e submetido a cirurgia.


O magistrado revogou as prisões ao acatar pedido do promotor Pedro Fernandes Castelo Maciel. Segundo o representante do Ministério Público (MP), “não há elementos suficientes” para denunciar Mário Ruan Pereira das Chagas, de 24 anos, autuado em flagrante, e mais três jovens (um rapaz e duas moças).


Supostamente reconhecidos por meio de fotografias, os parceiros de Mário Ruan tiveram as preventivas decretadas posteriormente, mas não foram localizados. O promotor também solicitou ao juiz a devolução do inquérito à Polícia Civil para o crime ser mais bem investigado. O seu pedido foi acolhido na íntegra.


Conforme o inquérito, a vítima estava com mais dois PMs, que também atuam na Operação Verão e estavam de folga, e uma jovem. O grupo conversava na faixa de areia da Praia do Flórida, quando foi rendido por dois casais, que portariam uma arma de fogo.


Um dos PMs entregou o seu celular aos ladrões. Ao ser revistado, ele ainda teve tomada da cintura a pistola calibre .40, pertencente à Polícia Militar, que portava. Em seguida, os marginais fugiram correndo. Durante perseguição, outro policial foi baleado, enquanto os assaltantes fugiram.


Um Corsa Super verde com as portas destravadas e a chave no contato foi encontrado nas imediações. Nele, havia um documento com a fotografia em nome de Mário Ruan, possibilitando o seu reconhecimento. Às 11h, o rapaz foi localizado e preso por policiais da Rota, que vieram da Capital e o autuaram em flagrante.


À noite, os seus três supostos comparsas foram identificados e reconhecidos por meio de fotografias postadas no Facebook, ainda conforme a Polícia Civil. A pedido dela, a Justiça decretou as preventivas dos outros acusados, que constituíram o advogado João Carlos de Jesus Nogueira.


Advogado João Carlos de Jesus Nogueira
Advogado João Carlos de Jesus Nogueira   Foto: Arquivo/AT

Defesa contesta


Em pedido formulado a Peluso e submetido ao parecer de Maciel, Nogueira requereu a revogação das prisões, apontando o que classificou de “falhas da investigação”. Segundo o advogado, “Mário foi conduzido à prisão após dez horas dos fatos, mediante flagrante que não ocorreu”.


Ainda conforme o advogado, as preventivas dos demais indiciados, decretadas durante plantão judiciário, “são ilegais, porque eles foram apontados posteriormente por fotos que sequer existem”. Ele acrescentou que as alegadas fotos do Facebook não foram juntadas ao inquérito, e também apontou contradições nos relatos das vítimas.


O promotor concordou com as ponderações da defesa, manifestando-se pela revogação das preventivas e pela necessidade de se devolver o inquérito à delegacia, “para os esclarecimentos pertinentes”.


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