Thiago Arruda Campos Rosa, e a vítima, o cantor Adalto Mello (Reprodução/Internet) O juiz do Foro de Plantão de Santos, Eduardo Hipólito Haddad indeferiu o pedido da defesa de Thiago Arruda Campos Rosas, de 32 anos, para que o processo em que ele atropelou e acabou matando o cantor de pagode Adalto Mello, de 39, corresse sob segredo de Justiça. O músico pilotava uma motocicleta em São Vicente em 29 de dezembro quando foi atingido. O motorista segue preso. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O advogado de defesa, Mario Badures, fez o pedido em 31 de dezembro, alegando que a solicitação seria necessária pois evitaria possíveis prejuízos aos envolvidos na investigação, uma vez que têm ocorrido divulgação desenfreada gerando sentimentos na população em geral, ocasionando julgamentos através da internet, o que poderia, segundo ele, comprometer o processo e os direitos dos envolvidos. Segundo o g1 Santos e Região, no dia 1º de janeiro, o promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), Carlos Eduardo Viana Cavalcanti, manifestou-se de forma contrária ao pedido, com o argumento de que não teria sido evidenciada existência de lesão ou potencial risco ao indiciado. "No caso dos autos, a defesa somente apresentou argumento genérico de que a decretação do sigilo seria necessária diante do risco de publicidade indevida dos atos investigatórios na mídia social, porém, não apresentou qualquer prova dessa suposta repercussão midiática", disse. Diante disso, o juiz do Foro de Plantão de Santos, Eduardo Hipólito Haddad, decidiu indeferir o pedido de segredo de Justiça. Segundo ele, não foi verificado no caso qualquer elemento concreto que indique tais riscos ao acusado, e que a publicidade na mídia ocorre de forma lícita e regular. Relembre o caso O cantor de pagode Adalto Mello morreu aos 39 anos após um acidente de trânsito na madrugada de domingo (29) na Avenida Tupiniquins, no bairro Japuí, em São Vicente. O artista, de moto, foi atingido por um carro modelo Kia Sportage Lx2. Thiago Arruda Campos Rosa, de 32 anos, foi preso após o teste do bafômetro dar positivo, com valor 1540% acima do limite permitido. Adalto era morador de Santo,s e morreu retornando para casa de um show em Praia Grande. No momento em que a Polícia Militar (PM) encontrou o motorista, a equipe notou que ele apresentava claros sinais de embriaguez, com fala pastosa, olhos avermelhados e andar cambaleante. Questionado pelos PMs, o motorista disse que estava pela via de Praia Grande, sentido Santos, quando surgiu repentinamente a motocicleta e não teve tempo de desviar ou frear. O carro bateu na moto e, em seguida, em uma árvore. Entretanto, imagens de monitoramento contestam essa versão, e mostram o motorista fazendo uma ultrapassagem pela direita em alta velocidade e atingindo o músico. O caso foi registrado como homicídio culposo (quando não há intenção de matar) na direção de veículo automotor pela Delegacia Sede de São Vicente.