A caixa do celular furtado (à esquerda) e uma divulgação do evento (à direita) (Arquivo Pessoal e Divulgação) Uma jovem de 19 anos afirma ter sido furtada e tido um prejuízo de mais de R\$ 4,5 mil durante o show do cantor de trap Oruam em uma casa de eventos no Centro de Santos. O caso aconteceu na madrugada do último domingo (6). Uma ação está sendo movida contra a produtora responsável pela festa universitária. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Moradora de Santos, a vítima é estudante de pedagogia e estava na festa ‘Tenda Universitária’, prestes a acompanhar o show do cantor Oruam. Segundo uma parente da jovem, por volta das 2h30, assim que o artista entrou no palco, passou um rapaz e furtou o celular dela. O aparelho, recém-comprado, era um iPhone 15 avaliado em R\$ 4,5 mil. Uma amiga dela entrou em contato com essa familiar para relatar o ocorrido e pedir ajuda. As jovens foram atrás da equipe de segurança. “A segurança colocou em questão que a culpa não foi de quem furtou e sim dela (a vítima), que não teve cuidado. Nisso, ela chamou uma viatura e depois outra. As duas foram ao local, mas falaram que ela não tinha ido. O chefe de segurança tratou ela como se fosse um lixo, muito mal mesmo, afirmando que não tinha o que fazer”, relembra a parente. Um rapaz foi apresentado para a jovem como suposto envolvido no crime, porém a universitária não o reconheceu como autor e o homem foi liberado. “Tentei conversar e foi me passado a mesma coisa, que não poderiam fazer nada. Não tive respaldo e nem contato com ninguém da equipe da produção.” “Ela (a vítima) foi coagida, ficou muito mal e chorou. Ela tem 19 anos, é uma universitária e ficou nervosa com o ocorrido. Não foi descuido dela, ela estava gravando como todos estavam, mas a furtada foi ela”, afirma. A parente ressaltou que procurava o tempo todo por um respaldo da produção e não obteve. A familiar contou que, na segunda-feira (7), uma pessoa ligada à produtora entrou em contato com a vítima para entender o ocorrido, porém, deu o retorno que procurou no setor de achados e perdidos do local e não encontrou o aparelho. “Me senti dilacerada. Ela (a vítima) comprou um convite, entrou em uma balada que não era barata e foi em busca da diversão, curtir com as amigas e passou por isso. Não teve um respaldo, uma atenção sequer. Ela não estava alcoolizada e não tinha usado droga, porque ela não faz isso”, destaca. Por fim, a familiar disse que ficou por horas na rua da casa de eventos, pois ligou para a Polícia Militar (PM) e, apenas na última tentativa, foi informada que duas viaturas tinham ido ao local, mas teriam sido dispensadas pelo segurança com a justificativa de que o caso tinha sido resolvido. Elas não sabiam da presença policial no local. Ação corre na Justiça O advogado Luiz Sérgio Trindade, que representa a estudante, explicou que entrou com uma ação por danos materiais e danos morais contra a produtora e terceiros que tenham envolvimento com o caso. Um boletim de ocorrência também foi registrado. “É comum, por exemplo, na área em que todos dançam, que haja a filmagem através do celular. Isso é muito comum, então não é um fato inesperado as pessoas estarem com celular na mão filmando os amigos dançando. Então não é um caso fortuito e nem força maior, é um acontecimento natural. Se o local tem vigilância, eles deveriam já prever que pode haver qualquer problema”, destaca o defensor. O especialista garantiu que, em locais onde tem vigilância, há responsabilidade objetiva, e que havia a obrigação de não permitir que isso acontecesse. A reportagem de A Tribuna entrou em contato com a DZ9 Eventos para um posicionamento sobre o caso, porém não obteve um retorno até a publicação desta matéria.