[[legacy_image_283669]] Um rapaz de 25 anos acusa um motorista de aplicativo de uma tentativa de estupro durante uma corrida em Santos, na madrugada da última segunda-feira (24). De acordo com o boletim de ocorrência (BO), o jovem afirma que solicitou a viagem pelo aplicativo 99. Ele estava em uma festa LGBTQIA+ no Centro da Cidade e pediu a corrida para sua casa, no Gonzaga – uma viagem que levaria em torno 15 minutos de carro. No entanto, durante o trajeto, o motorista informou à vítima que mudaria a rota, pois não poderia passar pelo túnel, já que seu carro estava com os faróis queimados. O rapaz não desconfiou e concordou. A vítima relata que durante a corrida, o motorista começou a questionar a sua orientação sexual e ele disse que era homossexual. Em seguida, o motorista teria perguntado se o rapaz poderia ter relação sexual com ele. A vítima detalha que negou. Não contente com a resposta do rapaz, o motorista teria parado o carro numa rua, que seria a Júlio Conceição, na Vila Matias, e passado para o banco traseiro. Aos policiais a vítima relatou que não conseguiu sair porque as portas estavam travadas. Conforme consta no boletim, no banco traseiro o motorista tentou forçar o rapaz a fazer sexo oral nele. A vítima só conseguiu fugir quando o motorista passou novamente para o banco da frente, alegando que iria pegar um preservativo e acabou destravando a porta. Assim que saiu do carro, a vítima foi até a delegacia onde um boletim de ocorrência por estupro foi registrado. Até o fechamento desta reportagem, a polícia não informou se o motorista foi encontrado. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) disse, em nota, que o caso foi registrado como tentativa de estupro pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos, e que será investigado pelo 2º Distrito Policial (DP). Em nota, a empresa 99 lamenta o ocorrido e reforça que não tolera nenhum tipo de assédio ou violência sexual e trabalha para identificar e coibir todos os casos, seja contra passageiros e passageiras ou motoristas e motociclistas parceiros e parceiras. Disse ainda que o motorista já foi identificado e bloqueado e que uma equipe da empresa também está em contato com o passageiro para dar o suporte necessário. Para conscientizar e coibir casos de assédio, a empresa informou que conta com o Guia da Comunidade, para promover o respeito e a tolerância em sua comunidade. O documento possui um conteúdo dedicado ao combate ao assédio e os canaisparadenúncia.