Suspeitos de agredirem o jovem Leonardo Matheus Vieira Pereira, de 20 anos, na Praia Grande (Reprodução/Circuito de Segurança) Um jovem de 20 anos está há quase um mês internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Irmã Dulce após ser brutalmente espancado por dois rapazes na orla do bairro Boqueirão, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O caso ocorreu na madrugada de 27 de outubro, um sábado, e a família pede ajuda para identificar os agressores de Leonardo Matheus Vieira Pereira. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O motivo do ataque ao Leonardo ainda é desconhecido. Imagens do circuito de segurança da orla e dos prédios próximos ao local dos fatos registraram a agressão e também os dois suspeitos do espancamento andando circulando pela região da esquina da Avenida Presidente Castelo Branco com a rua Luiz Antônio de Andrade Vieira, onde o jovem de 20 anos foi atacado. Nas imagens, a dupla aparece acompanhado também de duas mulheres que, pelas imagens, parecem ter presenciado o ataque, mas ainda não se sabe qual o envolvimento delas com o ocorrido. O ataque aconteceu por volta das 3h27. O vídeo, apesar de ser gravado a uma certa distância, contém imagens fortes. Leonardo estava acompanhado de um amigo e voltava de uma feirinha hippie na praia quando cruza com os agressores na calçada, dando início ao que parece ser uma discussão. Logo, os dois rapazes – de camiseta preta e o outro de camiseta branca – começam a agredir o jovem, que leva vários socos e chutes no rosto. O amigo de Leonardo, a princípio, tentou impedir as agressões, mas depois correu e pediu ajuda a um porteiro de um prédio próximo. Enquanto isso, o jovem foi espancado pelos dois rapazes, sendo que um deles – o de camiseta preta, que no início também tentou separar a briga – chegou a pisar e chutar a cabeça da vítima desacordada no chão. O jovem de 20 anos foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado para o Hospital Irmã Dulce, onde está internado desde então. Segundo a tia de Leonardo, Alessandra Freitas, o sobrinho está com os dois lados do maxilar quebrado e uma possível lesão na região cervical. Ele corre risco de morte e as sequelas do ataque ainda são incertas, pois ele segue em coma. O porteiro do prédio foi quem acionou o Samu, e o amigo da vítima, disse para a família e também em depoimento à Polícia Civil, que ambos desconheciam os agressores. Ele afirmou ainda que não se lembrava muito da discussão que precedeu o ataque, pois todos haviam bebido. Leonardo Matheus Vieira Pereira, de 20 anos, foi agredido por dois rapazes na madrugada de 27 de outubro na Praia Grande (Reprodução/Circuito de Segurança) Busca por respostas Perguntas sem respostas assombram tanto quanto fantasmas, e nesta quarta-feira (27) a família de Leonardo completa um mês nesta agonia. “O tempo está passando e meu sobrinho não sai da UTI, a gente só quer uma resposta”, diz Alessandra, tia da vítima, para A Tribuna. “A revolta é porque eu realmente não sei o que aconteceu, mas nada justifica porque ele já estava no chão e foram dois contra um”. O sofrimento da família é grande. Segundo Alessandra, Leonardo é um menino tranquilo, conhecido como ‘Leléo’ entre os amigos. A investigação conduzida pelos familiares com o círculo de amizades do jovem em busca do que poderia ter acontecido não revelou uma pessoa diferente das que eles conheciam, pelo contrário. “Ele é super tranquilo, molecão mesmo. A gente também queria saber: será que o Leonardo arrumou uma confusão? O que será que ele apontou? O que aconteceu? Será que foi da parte dele? A gente também quer saber, mas pelo o que a gente viu e conversou, ele não é assim, ele não era agressivo”, diz. Um dos comentários em uma postagem nas redes sociais onde Alessandra pede ajuda para localizar os agressores é da dona de uma adega que Leonardo frequentava e o descreve como um rapaz muito educado e “gente boa”. “É um menino com um coração muito bom, e eu sinto muito de ver meu sobrinho nesta situação porque ele é como um filho pra mim e não merecia. Ninguém merece, principalmente da forma tão covarde que foi, por isso me dói bastante”, diz a tia. “Em uma briga a gente sabe que sempre alguém vai sair no prejuízo, mas ele já estava no chão. A gente sabe que são jovens e tal, mas ali tentaram matar ele”. -vídeo face (1.442415)