O crime aconteceu na cidade de Mongaguá (Divulgação/Prefeitura de Mongaguá) Horas de pânico foram vividas por uma jovem de 23 anos na madrugada de quinta-feira (5) em Mongaguá, cidade do litoral de São Paulo. Com o filho de três meses no colo e presenciando, a vítima alega ter sido agredida com socos e pisões na cabeça, além de ter sido ameaçada de morte pelo ex-namorado e pai do menino. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso aconteceu dentro da casa da vítima na Avenida Belo Horizonte, no bairro Vila Atlântica. Depois de cinco anos de um relacionamento conturbado, a jovem relatou à Polícia Civil que rompeu a relação e, na quinta-feira (5), saiu com o ex-namorado de carro para conversar. Depois que retornaram, a vítima ressaltou que entrou em casa e o ex foi embora. Porém, por volta de 1 hora, o homem de 30 anos retornou e ficou a chamando no portão. Como ela não o atendeu, relatou que ele pulou o muro e invadiu a casa, trancando portas e fechando as janelas. Na sequência, começaram as agressões físicas contra a jovem. Conforme o boletim de ocorrência, a mulher sofreu socos na cabeça e no rosto, foi enforcada e teve a mão entortada. Neste momento, as ameaças surgiram. “Se você não falar a verdade, eu vou te matar” e “Vou te matar, de hoje não passa”, disse à vítima. Posteriormente, o suspeito tirou o filho do colo dela, colocou o bebê na cama e voltou a agredi-la. Mais socos foram dados até que ela caiu no chão e sofreu pisadas na cabeça. O ex-namorado, em seguida, pegou uma faca de serra e colocou em cima da mesa, com o intuito de ameaçá-la. Essa situação apenas chegou ao fim quando, em um momento de distração do agressor, a jovem retratou ter conseguido ligar para a ex-cunhada e irmã do homem. Um irmão do suspeito chegou na casa, pulou a janela e entrou na casa. Momento este que a jovem conseguiu pular a janela e fugir com o filho. À autoridade policial, contou que sempre houve discussões e agressões verbais ou físicas dentro do relacionamento, mas tinha medo do que ele seria capaz de fazer caso se separasse ou denunciasse a situação. Entretanto, o casal estava separado há um ano, mas durante esse tempo, tiveram conversas para tentar reatar o relacionamento. Porém, isso não deu certo por conta do temperamento do homem. A jovem destacou, também, que anteriormente o ex-namorado lhe enviou uma foto de uma arma e essa imagem foi anexada aos autos. Motivo pelo qual, temendo por sua integridade física, a vítima solicitou o uso das medidas protetivas delineadas na Lei Maria da Penha. Ela foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) e o caso foi registrado como ameaça, lesão corporal e violência doméstica.