[[legacy_image_108823]] Uma jovem de 20 anos levou duas facadas durante uma tentativa de assalto em Cubatão, ao sair para pegar o histórico escolar e procurar emprego. Depois de passar dois dias internada, Steffany Hadassa, moradora do bairro Ilha Caraguatá, se recupera em casa e pede justiça. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! "Eu estava com fone, distraída. Eu olhei para o chão e vi uma sombra. Na minha cabeça, achei que era alguém conhecido. Quando fui olhar, ele veio rapidamente, me segurou pelo pescoço e me pegou por trás", disse a jovem, em conversa com A Tribuna neste sábado (2). A moradora de Cubatão conta que recebeu duas facadas, sendo uma na região do abdômen, sentido fígado, e outra abaixo da axila, depois de o homem exigir que ela entregasse o celular. No fim, o homem fugiu sem levar o aparelho. O crime aconteceu na tarde de terça (28), por volta das 15h, na Estrada Metalúrgico Ricardo Reis, o Estradão de Cubatão. "Ele não falou nada, simplesmente me deu a facada e saiu correndo. Eu poderia ter morrido. Poderia ser uma senhora e não aguentar, poderia ter sido uma criança. Tem muita gente revoltada. É complicado. Eu não desejo mal nenhum, mas espero que ele venha a aprender com essa situação", desabafa. A jovem conta que caminhava no sentido Jardim Casqueiro para retirar o histórico escolar e, em seguida, entregar currículos em várias empresas. Steffany recorda que, no momento do crime, estava com uma mochila, contendo documentos e currículos, e o celular, exigido pelo assaltante, que estava na cintura. Depois de ser esfaqueada, ela foi socorrida por uma motorista que percorria a estrada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cubatão. Posteriormente, a jovem foi transferida para o Hospital de Cubatão e agora se recupera em casa. "Ele poderia ter levado meu celular numa boa, porque isso a gente conquista. O problema mesmo foi a facada. Minha preocupação era ter que passar por uma cirurgia. Na hora, eu não podia andar. Estou a base de medicações. Não posso fazer esforço nenhum, (a facada) pegou nos músculos e com isso sinto umas contrações", relata Steffany. [[legacy_image_108824]] A Polícia Militar foi acionada e o caso foi registrado no 2º Distrito Policial de Cubatão. A jovem faz um alerta para pessoas que transitam pelo local onde ocorreu o crime. "Foi muita gente me ligando, querendo saber como eu estava. O cara está solto, não sei o paradeiro dele. Tem muita gente que passa por ali. Até pegarem ele, vai ser assim. Não desejo o mal, mas quero que a Justiça seja feita, não por mim, mas por todos. Até quando vai ficar assim?", questiona Steffany.