[[legacy_image_250570]] Um jovem de 18 anos foi assaltado enquanto voltava da faculdade na noite de quarta-feira (1º), na Vila Cascatinha, em São Vicente. Momentos antes da abordagem, a vítima desconfiou de que seria roubada e contou à mãe por ligação. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O crime aconteceu por volta das 23h, na Avenida Mota Lima, e foi registrado por imagens de monitoramento. (veja mais abaixo) A mãe do universitário – que terá a identidade preservada – contou à A Tribuna que o filho desceu do ônibus na Avenida Antônio Emmerich e logo avistou três indivíduos – que ele acredita ser dois adolescentes e uma criança. “Ele me ligou e falou: ‘Estou chegando. Ih, acho que vou ser assaltado. Vou mudar de calçada’. Então eu falei para ele guardar o celular”, conta a mulher, dizendo que o jovem colocou o aparelho no bolso da calça jeans. Ainda segundo o relato do jovem para a mãe, a vítima seguiu andando devagar para que o trio seguisse adiante antes dela. Além disso, o universitário passou a mudar de calçada, até que, em certo momento, ele pensou que os garotos já tivessem ido. No entanto, o universitário foi surpreendido. “Eles (criminosos) pararam a bicicleta na esquina, mas a avenida é escura, então meu filho não viu”, afirma a mulher, que reclama da falta de segurança na região. Segundo ela, há muitos assaltos e acidentes por ali. Sendo assim, um dos suspeitos foi até o jovem perguntando o que ele tinha no bolso e pedindo para “passar”. Sempre orientado pela mãe a não reagir, a vítima entregou o celular e o indivíduo saiu com a bicicleta. Porém, no momento em que o jovem abaixou a cabeça para pegar o celular, sua correntinha de aço, que estava por baixo da blusa, aparece. “Então vem o outro com a criança pequena e pede a corrente”, conta a mãe. Apesar disso, a cena de terror não acabou, pois o primeiro a abordá-lo voltou para pedir a senha do celular. Após os momentos de tensão, o jovem foi para casa e, junto com a mãe, elaborou um boletim de ocorrência pela Delegacia Eletrônica. “Ele (vítima) não sabe dizer se tinha arma, mas acha que o que pediu o telefone tinha alguma coisa porque estava o tempo todo com a mão na cintura”, ressalta a mãe. A mãe se diz aliviada pelo filho não ter se ferido, mas segue com preocupação em relação ao futuro, já que o trajeto faz parte da rotina do universitário. “Várias pessoas foram assaltadas na avenida e nada é feito. Não tem uma ronda, a iluminação é escura”, afirma. Procurada por A Tribuna, a Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Defesa e Organização Social (Sedos), disse que “tem trabalhado incansavelmente para reformular o cenário da segurança pública na Cidade, área cujo vale salientar é de responsabilidade do Governo do Estado com apoio da municipalidade”. Ainda segundo a Administração Municipal, a Guarda Civil Municipal (GCM) tem realizado um trabalho íntegro de auxílio ao cidadão e 2022 foi o ano de maior investimento no setor “em toda a história de São Vicente”, com a inauguração do Centro de Controle Operacional, além de diversos equipamentos e iniciativas em prol da segurança. “A GCM não foi acionada para o caso de assalto na Avenida Mota Lima e ressalta que pode ser que está disponível 24h pelo telefone 153”, diz a nota, informando ainda que outro recurso disponível é o do botão do pânico dos totens de segurança, que permite ao cidadão registrar as demandas, conversando diretamente com um profissional de plantão no CCO. A Polícia Militar (PM) informou que, apesar de não ter sido acionada para atender o caso, o endereço do crime está dentro do programa de prioridade de policiamento, onde é realizado patrulhamento com as modalidades de Rádio Patrulha, Força Tática, Motocicletas, Ronda Escolar e demais modalidades de Policiamento Especializado.