O homicídio foi registrado na Central de Polícia Judiciária de Praia Grande (Divulgação/ Prefeitura de Praia Grande) Novos detalhes obtidos por A Tribuna mostram que o jovem de 25 anos morto a tiros dentro de casa, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, foi surpreendido enquanto dormia e não teve chance de defesa. O crime, registrado como homicídio qualificado, aconteceu na noite de domingo (3), na Rua Elídio Júlio Batista, no bairro Vila Antártica. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o registro da Polícia Civil do Estado de São Paulo, um homem encapuzado forçou o portão da residência, que estava preso com um cordão, invadiu o imóvel e foi direto até a sala. No local, a vítima, identificada como Bruno Chagas da Silva Pereira Barros, estava deitada em um colchão no chão quando foi atingida por diversos disparos de arma de fogo. Após isso, o homem fugiu e ainda não foi identificado. Policiais militares foram acionados via Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) após relatos de tiros e, ao chegarem, encontraram a casa já com sinais de arrombamento e a porta da sala entreaberta. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estiveram no local, e a morte foi constatada pela médica responsável. A perícia foi acionada e o caso passou a ser investigado pela equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Dinâmica e cenário Segundo a autoridade policial, o imóvel fica próximo a uma área conhecida pela venda de drogas. A vítima apresentava perfurações por arma de fogo e foi encontrada coberta, próxima à porta de entrada da casa. A proprietária do imóvel, tia do jovem, relatou que havia saído para trabalhar por volta das 22h e deixou o sobrinho dormindo. Quando retornou, o jovem já estava morto. A tia contou ainda que o rapaz havia se mudado há cerca de dois meses do Rio de Janeiro para Praia Grande por dificuldades financeiras. Ele ajudava a cuidar de uma adega que funcionava na frente da residência. Segundo o depoimento, o jovem era usuário de cocaína, não mantinha relacionamento afetivo e, até então, não havia relatos de ameaças. Testemunhas e indícios O filho da proprietária, que mora no andar superior, afirmou que dormia no momento do crime e não ouviu os disparos. Ele só soube do ocorrido após um amigo avisá-lo. Esse amigo relatou à polícia que foi informado por terceiros sobre o homicídio e, ao chegar ao imóvel, encontrou o corpo. Apesar de ninguém ter presenciado a ação, uma informação chamou a atenção dos investigadores: dias antes, a vítima havia sido vista com um ferimento no rosto, próximo ao olho, o que pode indicar um episódio anterior de violência. Investigação O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande como homicídio qualificado, quando há recurso que dificulta ou impossibilita a defesa da vítima, e encaminhado para o distrito policial responsável pela área. Até o momento da publicação desta reportagem, não há informações sobre a motivação do crime ou a identidade do autor. As investigações seguem em andamento.