[[legacy_image_75107]] Uma jovem de 22 anos, moradora de Praia Grande, foi vítima de ameaças e xingamentos praticados por um homem que, supostamente, queria contratá-la para a gravação de uma série. As ameaças foram feitas por meio de conversas no WhatsApp, após ela não aceitar a proposta. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A jovem, que realiza trabalhos artísticos e publicitários, teve o primeiro contato com o homem por volta do último dia 23, quando foi contatada pelo Instagram. Em conversa com ATribuna.com.br, a vítima, que preferiu não se identificar, disse que estranhou a abordagem desde o início. "Ele estava insistindo muito. A insistência dele foi crescendo, querendo marcar uma ligação comigo, e fazer uma entrevista. Eu acabei tendo outros trabalhos, durante o fim de semana, e disse para ele que estava ocupada e que não poderia responder no momento", relata a jovem. Uma semana após o primeiro contato, nesta quarta (30), a moradora de Praia Grande foi procurada novamente pelo suposto produtor. Foi quando a jovem tentou encerrar as tratativas. "Ele perguntou quando poderia marcar essa ligação comigo, e foi quando eu quis dar um basta. Já estava desconfiando demais, e não me sentido muito bem, com um pé atrás. Disse tranquilamente que eu já tinha outros trabalhos confirmados, que não queria me comprometer e agradeci", explica. Ameaças Insatisfeito com a decisão, o homem passou a proferir xingamentos e ameaças contra a jovem, que decidiu bloquear a conta comercial a qual conversavam. Mas as ofensas continuaram, dessa vez pelo número pessoal do autor. "Chamei minha galera, a gente tá indo aí agora. Eu vou te achar, vou te caçar que nem um animal. Eu acabo com você. Bloquear é pior. Ou resolve numa boa, ou por guerra. Se bloquear, eu colo aí. Eu vou te achar, e a gente vai resolver cara a cara. Você não vai gostar das consequências", afirmou o homem, em áudios obtidos por ATribuna.com.br. [[legacy_image_75120]] Com medo de novas ameaças, a jovem decidiu bloquear as próprias redes sociais, o que têm trazido consequências diretas em seu trabalho. "Estou com medo. Sempre que aparece notificação no meu celular, acho que é ele. Eu pedi para que ele não me ofendesse, e disse que eu não queria me responsabilizar por algo que não estava me sentindo confortável. Foi quando ele se alterou mais, e me mandou mais áudios, falando que eu estava desrespeitando o trabalho dele", conta. O caso foi registrado como injúria e ameaça pela Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse que, por não existir vínculo entre os envolvidos, como relação íntima de afeto ou relação doméstica, a ocorrência foi encaminhada ao 2º DP de Praia Grande, que apura os fatos.