Morta no 'tribunal do crime' após sumir em Guarujá, Maria Eduarda ostentava fotos com armas de fogo, usava símbolos e fazia menções ao Comando Vermelho em suas redes sociais (Reprodução/ Redes sociais) As investigações da polícia apontam que Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, desaparecida durante o Réveillon em Guarujá, no litoral de São Paulo, e executada no 'tribunal do crime', teria sido 'condenada à morte' por suspeita de integrar facção rival do Primeiro Comando da Capital (PCC): o Comando Vermelho (CV). A informação foi apurada junto a Polícia Civil. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A investigação concluiu que a jovem foi morta em uma ação atribuída ao chamado “tribunal do crime”, prática associada a facções criminosas. Conforme apurado com a Polícia Civil, relatos de testemunhas, análise de telefonia e as publicações de Maria Eduarda na internet levaram à possível motivação do crime. Segundo a corporação, ela ostentava fotos armas de fogo, usava símbolos e fazia menções ao CV em sua rede sociais. Desaparecimento Maria Eduarda se mudou de Curitiba (PR) para Guarujá cerca de três meses antes do desaparecimento. Ela passou a morar na Baixada Santista com o namorado e o último contato da família com ela ocorreu na tarde de 2 de janeiro deste ano. No dia seguinte, a mãe recebeu mensagens de um número desconhecido informando que a filha e o namorado teriam sido levados para um morro da região sob acusação de envolvimento com o CV. Dias depois, o namorado entrou em contato com a família dizendo que havia sido liberado, mas que a jovem teria permanecido sob poder do grupo. Presos Foram presos três homens, de 19, 24 e 28 anos, e uma mulher, de 21, acusados de participação na execução de Maria Eduarda. Segundo a Polícia Civil, entre os detidos estão um integrante de facção criminosa apontado como envolvido na morte da jovem, um motorista de aplicativo que teria transportado suspeitos até o Paraná, e um casal acusado de ajudar a retirar e descartar pertences de Maria Eduarda, numa tentativa de dificultar a investigação. Investigações continuam Embora as prisões tenham sido feitas, o corpo da jovem ainda não foi localizado. A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer completamente as circunstâncias do crime e encontrar o paradeiro de Maria Eduarda.