Geovana tinha 19 anos e foi achada morta dentro do quintal de casa no bairro São Fernando; caso foi registrado como feminicídio na Delegacia Seccional de Itanhaém (Reprodução) Geovana Stefany Trajano Silva, de 19 anos, foi encontrada morta com marca de um tiro na nuca no quintal de sua casa, no bairro São Fernando, em Itanhaém, no litoral de São Paulo, na noite desta quarta-feira (18). O companheiro dela, de 18 anos, é investigado pelo crime e ainda não foi encontrado. Uma espingarda foi achada no imóvel e apreendida. A Polícia Civil investiga o caso. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A morte aconteceu na Rua Existente, por volta das 19 horas. A Tribuna teve acesso ao boletim de ocorrência, no qual consta que os policiais militares foram acionados via Centro de Operação da Polícia Militar (Copom) para atender a ocorrência de disparo de arma de fogo no local. Ao entrarem no quintal da casa, encontraram o corpo de uma jovem, que foi posteriormente identificada como Geovana Stefany Trajano Silva. Ela estava caída no chão, próximo à porta de entrada da residência, com uma lesão na nuca, aparentando ter sido causada por disparo de arma de fogo. A PM constatou que Geovana não apresentava sinais vitais. A ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e chegou minutos após a corporação. A médica do Samu confirmou a morte da jovem no local. Os policiais, ao entrarem na residência, localizaram uma espingarda artesanal, encostada na parede da sala de estar, ao lado de uma estante. No quarto, os oficiais se depararam com uma grande quantidade de sangue de cor escura ao lado da cama, já coagulado, indicando que, possivelmente, aquele foi o local onde ocorreu o disparo e que a vítima foi levada dali para o quintal. Irmão do investigado De acordo com o registro policial, o irmão do companheiro da vítima disse que por volta das 19 horas estava na casa de uma amiga, perto do imóvel de Geovana, quando pessoas lhe disseram que o irmão havia alvejado a jovem com um disparo de arma de fogo na região da cabeça. Ao chegar ao local, ele encontrou o irmão sentado no chão do quintal, próximo à porta de entrada da casa, com a cabeça de Geovana apoiada no seu colo, ensanguentada. Segundo o parente do investigado, o irmão pediu por ajuda e teria dito que estava na rua com Geovana, quando a jovem entrou na residência e, alguns minutos depois, houve um disparo de arma de fogo. O companheiro alegou para o irmão que entrou para verificar e encontrou Geovana caída no chão do quarto. Por isso, decidiu arrastá-la para fora da residência com a intenção de socorrê-la. O irmão do investigado declarou que vizinhos acionaram a ambulância e que não havia muito a ser feito, restando aguardar o socorro. Enquanto esperavam o socorro, o companheiro da jovem deixou o local sem dizer nada. Seu irmão não soube informar seu paradeiro. O irmão do suspeito disse ainda que nunca presenciou qualquer briga do casal e que o relacionamento era tranquilo. Mãe de Geovana De acordo com o BO, a mãe da vítima declarou que estava em casa quando recebeu duas ligações da mãe do companheiro de sua filha, porém as chamadas não foram completadas. Em seguida, recebeu ligação de um dos irmãos do companheiro de Geovana, informando que ela havia sofrido um acidente. Ao chegar ao local, a mãe foi informada de que Geovana estava no bar que pertence à mãe do companheiro e que fica a cerca de 20 metros de onde ela mora. Depois disso, a jovem decidiu ir para casa. O irmão do investigado contou que ouviu um barulho de disparo de arma de fogo vindo da casa. Além disso, escutou a filha do casal, de 8 meses, chorando. Então, foi verificar o que havia ocorrido e se deparou com a bebê em cima da cama e Geovana caída no chão do quarto, momento em que pegou a criança e saiu do cômodo. Relacionamento conturbado e agressões A mãe de Geovana relatou à polícia que a filha tinha um relacionamento conturbado com o investigado, devido a ciúmes, inclusive de membros da família. Segundo a mãe, Geovana já havia sofrido ameaças do parceiro e, na semana passada, ficou com o lado esquerdo do rosto com hematomas, após ser agredida por aceitar copo de gim de um dos irmãos do companheiro. Perícia e investigação Foi determinada perícia no local do crime. As equipes de investigação também foram chamadas para fazer buscas. Após a análise dos elementos, o companheiro de Geovana foi qualificado como investigado. O caso foi registrado como feminicídio na Delegacia Seccional de Itanhaém.