[[legacy_image_172864]] Um jovem de 16 anos morreu após esperar por atendimento durante quatro horas na porta de um hospital em Vila Velha, na Grande Vitória, no Espírito Santo. O adolescente estava dentro de uma ambulância que saiu de Cachoeiro de Itapemirim, onde morava com a família. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo a direção do hospital, a vaga do jovem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estava reservada e será investigado porque a médica responsável por admitir o adolescente não o recebeu. Kevinn Belo Tomé da Silva começou a passar mal em casa, na última segunda-feira (25), com falta de ar e uma infecção. Na quarta (27), ele foi internado no Pronto Atendimento Paulo Pereira Gomes, que fica no bairro Baiminas, em Cachoeiro de Itapemirim. Na última sexta (29), os médicos informaram à família do adolescente que ele precisaria de uma vaga em algum hospital para ser transferido para a UTI. Kevinn e a mãe saíram de Cachoeiro por volta das 22h30 em uma ambulância paga, segundo a família, pelo governo do estado. De acordo com a mãe, o garoto teve duas paradas cardíacas no caminho até Vila Velha. A família de Kevinn afirma ter sido comunicada pelos médicos do pronto atendimento em Cachoeiro que haveria uma vaga de UTI para o adolescente no hospital em Vila Velha. Por volta de meia-noite e meia, a ambulância chegou ao Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba). No entanto, ao chegar no Himaba, o jovem não conseguiu dar entrada. Desesperado com a demora no atendimento, um primo da mãe de Kevinn, o pastor Antônio Marcos Santana da Silva, começou a gravar vídeos mostrando o sofrimento. Em um dos vídeos, é possível ouvir a médica que acompanhava Kevinn na ambulância explicando a alguém que o caso do adolescente era muito grave. Por volta das 4h30, Kevin não resistiu à terceira parada cardíaca e morreu dentro da ambulância. A família disse que depois que o menino já estava morto a mãe foi chamada pra fazer o prontuário. A família registrou um boletim de ocorrência na delegacia e quer que o caso seja investigado. Em nota, a Polícia Civil informou que o caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O diretor do Himaba, Fábio Diehl, disse à reportagem que a instituição identificou uma médica que deveria ter recebido o adolescente. O diretor também garantiu que o hospital tinha a vaga reservada e a estrutura preparada para receber Kevinn. Em nota divulgada na noite deste sábado, o Himaba declarou que considera a conduta das profissionais "flagrante negligência médica". Duas médicas foram afastadas. *Com informações do G1