[[legacy_image_348363]] A jovem de 19 anos atacada por um homem na noite de sábado (6), em Santos, conta que a família está preocupada e com medo de deixá-la andar sozinha na rua. A vítima sofreu uma tentativa de sequestro enquanto voltava do trabalho andando pela Avenida Eleonor Roosevelt, na Vila São Jorge.(Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Em entrevista para A Tribuna, a vítima explica que a família ficou preocupada com o caso e agora estão com medo dela andar sozinha na rua. “Infelizmente, o risco sempre existiu. Só que veio me fazer uma vítima da situação”. Ela relembra que voltava do trabalho por um caminho diferente do que costuma quando o homem tentou colocá-la à força dentro de um veículo. “Cheguei próximo ao carro que estava desligado e, quando passei a porta do passageiro, ela se abriu e o homem me abordou dizendo ‘ei, menina’ e eu olhei para trás e me preparei para acelerar o passo”. Neste momento, a jovem diz que o homem se aproximou com um objeto na mão simulando ser uma arma. Contudo, a vítima explica que parecia uma parafusadeira. “Foi só ele falar ‘vem aqui’ que tentei fugir, correr, e ele me segurou. Comecei a gritar, berrar por socorro e ele me dizia ficar quieta e mandando calar a boca”. “Em dado momento, ele puxou a minha bolsa, jogou no chão, me agarrou pela camisa e eu tive a ideia de ir para o meio da rua. Eu pensei: ‘um carro me pega, mas eu vou fugir dele’. Eu corri o máximo que eu consegui, gritando, gritando e gritando”, ressalta a vítima. De acordo com a vítima, o homem tinha por volta de 1,70m de altura, aparentemente forte, com a pele morena, parecia ter barba e bigode. Ela não sabe dizer se havia outro comparsa junto, pois ela narra que o carro estava com vidros ‘filmados’. A ação foi rápida e a rua estava mal iluminada. “Não acho que ele estava me seguindo, nem me cercando. Quando eu estava vindo ele estava parado em uma direção na qual não tinha como ele saber que eu ia pegar aquele caminho. Eu não pego aquela rua, então não tinha como ele saber que eu iria passar por ali. Na minha opinião eu acho que ele só estava esperando uma vítima e, quando ele fugiu, só pensei que ele iria parar em outro lugar para procurar outra mulher”. Durante a tentativa de sequestro, a única coisa que passava na cabeça dela era correr e gritar. O medo era que a população confundisse o ocorrido com uma briga de casal ou uma brincadeira entre amigos e não se envolvesse. “Tentei expressar ali que eu não conhecia ele, que eu queria fugir e precisava de ajuda”. Quando tudo passou, a população tentou impedir que o criminoso saísse do local, porém ele fugiu. Os populares ainda colocaram ela para dentro de casa, deram água e cederam uma torneira para que ela pudesse lavar o pé, que ficou sangrando devido a ferimentos durante a luta corporal. “Fiquei assustada, mas eu acho que a raiva predominou mais”, alega a vítima, contando que foi embora sozinha andando. No caminho, ela reforça que chorou enquanto xingava a situação e acredita que não sentiu medo do retorno por conta da adrenalina que ainda estava em seu corpo. O braço esquerdo dela ficou com um roxo e um arranhão no corpo. Duas unhas do pé direito também ficaram quebradas. Ferimentos que só ficaram ainda mais nítidos após o momento em que chegou em casa e contou para a família sobre o que teria acontecido. Entretanto, o crime não deixou trauma na jovem. “Sempre andei muito alerta na rua por causa do excesso de violência. Não vou dizer que estou andando normal na rua, não, mas eu também não ando com medo excessivo. Não acho que eu fiquei tão traumatizada ao ponto de ter medo, mas agora tenho um pouco mais de receio de andar em uma rua vazia à noite porque não sei o que pode acontecer”. Poderia ser um roubo? O carro estava desligado e com o farol apagado no momento em que a jovem passava pela rua. O suspeito a chamou e tentou colocá-la à força dentro do carro. Toda a ação foi registrada pelo sistema de monitoramento da rua e nenhum item pessoal da jovem foi levado. “Se ele tivesse a intenção de me roubar, ele teria pego a minha bolsa. Assim que ele tirou a bolsa, ele teria arrancado o celular da minha cintura e não acho que ele queria me roubar, porque em nenhum momento ele fez menção de assalto. Só mandou eu ficar quieta e ir com ele”. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária de Santos (CPJ) na madrugada deste domingo (7), como tentativa de sequestro/cárcere privado, e deverá ser investigado pelo 5º Distrito Policial (DP). A reportagem de A Tribuna tentou contato com a autoridade policial para mais detalhamentos das investigações para a localização do criminoso, porém não obteve retorno até a publicação desta matéria.