[[legacy_youtube_5_l-RxrvVxc]] Após o vazamento de um vídeo no qual a jovem de 19 anos que afirma ter sido estuprada por policiais militares aparece entrando no banco de trás da viatura acompanhada por um dos PMs, em Praia Grande, a vítima fez um desabafo. O registro, feito por câmeras de monitoramento e divulgado no último sábado (29), contradiz a versão dos agentes de segurança, que afirmaram em depoimento à Polícia Civil terem entrado ambos nos bancos dianteiros do veículo. Em entrevista ao G1, a jovem disse que muitas pessoas duvidaram que ela tivesse sofrido o abuso pelos policiais. Os dois agentes envolvidos estão presos no Presídio Romão Gomes. De acordo com a vítima, o vazamento do vídeo contribuiu para que passassem a acreditar em sua versão. "Depois do vídeo e de todas as provas, a maioria passou a acreditar em mim. Ainda assim, existem pessoas que acham que é mentira, mesmo com prova", desabafa. Segundo ela, o julgamento sobre a veracidade do abuso sexual também era feito porque as pessoas conhecem a conduta de policiais. "Também tenho um tio policial, e não justifico a atitude por ser policial, ele é um ser humano", comenta. Segundo a Ouvidoria da Polícia do Estado, o laudo pericial feito pela vítima apontou indícios de violência sexual. Histórico A jovem acusa os dois policiais militares de estuprá-la em uma viatura na Área de Lazer Ézio Dall'Acqua, o Portinho. O caso aconteceu no dia 13 de junho, quando ela voltava de uma festa de aniversário. Ela iria desembarcar em São Vicente, mas o ônibus que pegou iria para Praia Grande. Em entrevista para A Tribuna On-line, a vítima relatou que perguntou onde teria um ponto de ônibus, mas os policiais lhe ofereceram uma carona até o terminal rodoviário. Segundo a jovem, o policial que ofereceu a carona foi para o banco traseiro com ela, consumou sexo vaginal e também a obrigou a fazer sexo oral.