Marcelly Pereto (à esquerda) chegou a se envolver romanticamente com a cunhada, Rafaela Costa Silva (à direita) horas antes da morte de seu irmão, Igor Peretto (Carlos Abelha/TV Tribuna e Reprodução/Redes Sociais) A irmã do comerciante Igor Peretto, morto no último sábado (31) em Praia Grande, Marcelly Marlene Delfino Peretto, teve um envolvimento amoroso com a cunhada, Rafaela Costa Silva, na noite em que o crime aconteceu. A informação foi apurada junto à defesa de Marcelly, que, assim como Rafaela, está presa desde esta sexta-feira (6). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o advogado que representa a irmã do comerciante, Leandro Weissmann, Marcelly alegou que a cunhada já mostrava interesse amoroso nela. No dia em que o assassinato aconteceu, elas chegaram a se abraçar e beijar. “Ambas tinham bebido muito, e ela (Marcelly) ainda estava zonza quando isso aconteceu”, afirmou o advogado. Ainda segundo ele, essa foi a única ocasião em que as duas se envolveram romanticamente. Horas depois, Igor, de 27 anos, foi assassinado a facadas dentro do apartamento da irmã, localizado no Bairro Canto do Forte. As duas mulheres tiveram a prisão decretada, assim como o cunhado da vítima, Mário Vitorino da Silva, apontado por Marcelly em depoimento como autor das facadas. Enquanto as mulheres foram presas na sexta-feira, Mário segue foragido. Questionado sobre os próximos passos a serem tomados pela defesa da acusada, Weissmann afirmou que as movimentações começarão a ser estudadas a partir de segunda-feira (9), quando deve haver acesso ao processo que acarretou na prisão de Marcelly. Após isso, a acusada deve prestar novo depoimento à polícia. “Ela se colocou à disposição para prestar um novo depoimento tão logo a defesa tenha acesso às provas do que constou no processo”, esclareceu o advogado. Na última semana, quando ainda era representada pelo advogado Felipe Pires de Campos, a acusada prestou depoimento na condição de testemunha à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande. Na ocasião, o então representante de Marcelly revelou que a mulher declarou que Igor foi morto por Mário devido a uma relação extraconjugal. Para A Tribuna, o advogado que agora representa Marcelly ressaltou que ela indignou-se ao saber que seria presa. “(Marcelly) ficou totalmente indignada, porque morreu o irmão dela. Ela viu o irmão ser morto, e não teve qualquer participação. Por isso, está sofrendo”, revelou Weissmann. Relembre o caso Após serem chamados e chegarem ao prédio, policiais militares foram atendidos pela síndica. Ela relatou aos PMs que, durante a madrugada, ouviu barulhos e gritaria vindos do apartamento, no quarto andar. Os vizinhos foram até a porta do apartamento, tocaram a campainha e bateram na porta, mas não foram atendidos. A síndica contou aos agentes que viu, por câmeras de monitoramento do prédio, que Marcelly e Rafaela chegaram ao edifício e entraram no apartamento por volta de 4h35. Quase uma hora depois, Mário e Igor apareceram e pediram ao porteiro para entrar. A irmã de Igor só permitiu que subissem caso os dois fossem juntos ao apartamento. Ainda com base nas câmeras, por volta de 6h05, Mário e Marcelly deixaram o apartamento, desceram pela escadaria e foram à rua pelo estacionamento. Conforme os PMs, havia a impressão de que Igor e Rafaela poderiam estar no imóvel, em cujo corredor de acesso havia sangue. Rafaela, porém, não estava lá.O apartamento foi aberto com ajuda de um chaveiro. Policiais acharam o corpo de Igor caído no quarto, perto da janela. O boletim de ocorrência aponta luta corporal, porque o imóvel estava "revirado" e com marcas de sangue. Uma faca ensanguentada foi encontrada perto da porta. Depoimento da irmã Marcelly, irmã de Igor Peretto prestou depoimento na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Cidade na tarde de segunda-feira (2). Felipe Pires Campos, que a representava, e que agora está como assistente de acusação da família, disse que ela foi ouvida como testemunha declarante — apesar de constar no boletim de ocorrência como investigada. Segundo Campos, Marcelly declarou na DIG que Igor foi morto por Mário Vitorino da Silva Neto, o marido dela. O motivo teria sido uma relação extraconjugal. O advogado explicou que Marcelly e Mário eram casados, mas não viviam mais juntos. Ela, porém, afirmou que Mario estava "tendo um caso" com Rafaela Costa da Silva. Esta mulher era casada com Igor e, portanto, cunhada de Marcelly. "O Mário acabou esfaqueando o Igor, que, em tese, teria (...) coagido ou pressionado para que a Marcelly descesse junto, saísse do apartamento, para não ficar lá como testemunha", reiterou Campos. O advogado destacou, ainda, que Marcelly estava no imóvel no instante do crime, mas não viu o que houve porque ficou em um quarto lateral. O carro usado na fuga foi encontrado em Pindamonhangaba; os dois foragidos ficaram horas em um hotel (Reprodução) Carro encontrado no interior de São Paulo O carro de Mário foi encontrado na quinta-feira (5) em Pindamonhangaba, no interior do Estado de São Paulo. O veículo passou por perícia. Segundo informações obtidas junto à Polícia Civil, Mário e Rafaela teriam ficado cerca de 3 horas hospedados em um motel no Bairro Jardim Morumbi. O carro foi encontrado abandonado nas proximidades do local. Após o crime, Marcelly teria sido deixada em uma estrada pelo marido.