Irmã de Igor Peretto prestou depoimento na DIG de Praia Grande na tarde desta segunda (2) (Carlos Abelha/TV Tribuna; Reprodução/Instagram e Thaís Rozo/TV Tribuna) A irmã do comerciante Igor Peretto, encontrado morto a facadas no apartamento dela, em Praia Grande, prestou depoimento na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Cidade na tarde desta segunda-feira (2). O marido dela, oficialmente investigado, e a mulher da vítima estão desaparecidos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O crime aconteceu entre a madrugada e o início da manhã de sábado (31) em um prédio na Avenida Paris, no Canto do Forte. O corpo de Igor, de 27 anos, que era irmão do vereador Tiago Peretto (União Brasil), de São Vicente, foi achado em um quarto. O advogado Felipe Pires Campos, que representa Marcelly Marlene Delfino Peretto, irmã da vítima, disse que ela foi ouvida como testemunha declarante — apesar de constar no boletim de ocorrência como investigada. Segundo Campos, Marcelly declarou na DIG que Igor foi morto por Mário Vitorino da Silva Neto, o marido dela. O motivo teria sido uma relação extraconjugal. O advogado explica que Marcelly e Mário eram casados, mas não viviam mais juntos. Ela, porém, afirmou que Mario estava "tendo um caso" com Rafaela Costa da Silva. Esta mulher era casada com Igor e, portanto, cunhada de Marcelly. "O Mário acabou esfaqueando o Igor, que, em tese, teria (...) coagido ou pressionado para que a Marcelly descesse junto, saísse do apartamento, para não ficar lá como testemunha", reiterou Campos. O advogado destacou, ainda, que Marcelly estava no imóvel no instante do crime, mas não viu o que houve porque ficou em um quarto lateral. A Secretaria Estadual de Segurança Pública informou que a DIG investiga o assassinato. Relembre o caso Após serem chamados e chegar ao prédio, policiais militares foram atendidos pela síndica. Ela relatou aos PMs que, durante a madrugada, ouviu barulho e gritaria vindos do apartamento, no quarto andar. Os vizinhos foram até a porta do apartamento, tocaram a campainha e bateram à porta, mas não foram atendidos. A síndica contou aos agentes que viu, por câmeras de monitoramento do prédio, que Marcelly e Rafaela chegaram ao edifício e entraram no apartamento. Era por volta de 4h35. Quase uma hora depois, Mário e Igor apareceram e pediram ao porteiro para entrar. A irmã de Igor só permitiu que subissem caso os dois fossem juntos ao apartamento. Ainda com base nas câmeras, por volta de 6h05, Mário e Marcelly deixaram o apartamento, desceram pela escadaria e foram à rua pelo estacionamento. Conforme os PMs, havia a impressão de que Igor e Rafaela poderiam estar no imóvel, em cujo corredor de acesso havia sangue. Rafaela, porém, não estava lá. O apartamento foi aberto com ajuda de um chaveiro. Policiais acharam o corpo de Igor caído no quarto, perto da janela. O boletim de ocorrência aponta luta corporal, porque o imóvel estava "revirado" e com marcas de sangue. Uma faca ensanguentada foi encontrada perto da porta.