As mulheres detidas foram levadas para a delegacia e posteriormente para a Cadeia Pública Feminina de São Vicente (Dise de Itanhaém/ Divulgação) Três mulheres, de 21, 23 e 27 anos, apontadas como integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foram presas em uma casa em Mongaguá, no litoral de São Paulo, na manhã desta terça-feira (3). Segundo a Polícia Civil, elas eram responsáveis por fracionar, embalar e distribuir drogas às mulheres que integravam o rol de visitantes de presos já condenados. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme apurado com a corporação, os entorpecentes eram escondidos nos órgãos genitais das visitantes para serem levados ao Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Mongaguá. As integrantes do PCC foram detidas por volta das 7 horas, em um imóvel na Rua Pedro Batista Teixeira, no bairro Balneário Regina Maria. De acordo com a Polícia Civil, a investigação havia sido iniciada há cerca de três semanas, com o objetivo de combater a entrada de drogas nas unidades prisionais da região do litoral sul de São Paulo. Após identificarem o endereço e as mulheres associadas ao esquema, os policiais realizaram uma campana nas proximidades da residência, onde os entorpecentes eram preparados para serem entregues às visitantes dos detentos. Campana Os agentes monitoraram o local por aproximadamente 15 minutos. Em determinado momento, uma das investigadas saiu da casa carregando uma sacola e foi abordada pela equipe. Ela informou que havia 20 porções de maconha na embalagem, todas envolvidas em fita preta (isolante). Ainda segundo a Polícia Civil, a mulher revelou que havia outros entorpecentes fracionados e embalados da mesma maneira dentro do imóvel. Na sequência, os policiais entraram na residência e encontraram as outras duas investigadas embalando as drogas na cozinha. Segundo a corporação, todas afirmaram que os entorpecentes seriam encaminhados ao CPP de Mongaguá, confirmando as informações obtidas durante a investigação. Durante as buscas, foram apreendidos dois sacos com uma substância branca a granel, semelhante à cocaína, uma balança encontrada dentro de um armário na cozinha e materiais utilizados para embalar os entorpecentes, como plástico-filme, fita isolante preta, bexigas e pequenos sacos plásticos. Também foram recolhidos três celulares e dois conjuntos de roupas pertencentes ao CPP de Mongaguá. As três mulheres foram presas. Houve necessidade do uso de algemas. Elas foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itanhaém e, posteriormente, à delegacia e depois para a Cadeia Pública Feminina de São Vicente. Investigações continuam A Polícia Civil ressaltou que as investigações continuam para identificar os responsáveis pela célula da facção criminosa encarregada de introduzir substâncias ilícitas no sistema prisional da região. O trabalho é realizado pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém, sob responsabilidade do delegado Bruno Mateo Lázaro e do chefe dos investigadores da unidade, Anderson Henrique.