Caso está sob investigação da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itanhaém (Reprodução/Polícia Civil) Um inspetor de alunos de 35 anos foi preso nesta quinta-feira (6) sob suspeita de estuprar quatro crianças - todas de 5 anos - em uma escola municipal de Itanhaém, no litoral de São Paulo. Ele teve a prisão preventiva solicitada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e expedida pela 2ª Vara Judicial da Comarca de Itanhaém. O suspeito foi levado à Cadeia Pública de Peruíbe. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Nesta sexta-feira (7), a polícia também cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do suspeito. Um celular foi apreendido para perícia. Os supostos abusos teriam ocorrido em uma escola no Bairro Balneário Gaivota. Os responsáveis pelas quatro crianças procuraram a delegacia. O inquérito está em fase inicial e os laudos sobre os alunos são aguardados. A Tribuna teve acesso a parte dos boletins de ocorrência sobre o caso. No registro da prisão do inspetor, consta que policiais militares foram informados pela corporação de que um homem estava pulando o muro de uma casa. PMs o abordaram e constataram que havia um mandado de prisão preventiva contra ele, relacionado à investigação por estupro de vulnerável. Relato Um dos boletins traz o relato da mãe de uma das crianças. Segundo o documento, no dia 20 de julho, o menino chegou em casa cerca de 30 minutos atrasado e disse que houve uma troca no horário das turmas. A mãe percebeu comportamento diferente: ele estava nervoso, chorava e recusava contato físico. Conforme o relato, a criança se recusou a tomar banho, comeu menos que o habitual, reclamou de fortes dores nas regiões abdominal e glútea e não queria conversar. No dia seguinte, a mãe voltou a falar com o menino, que, conforme o depoimento, passou a relatar o que teria acontecido. Um homem de boné, blusa e short pretos teria levado a criança até um cômodo da escola próximo ao espaço onde eram guardadas as lancheiras. Lá, o homem teria dado uma arma de brinquedo ao menino e mandado que ele atirasse. Na sequência, disse que "queria tirar o mosquito que estava no seu bumbum". A criança relatou que sentia muita dor e pedia para o homem parar. O menino também contou que o homem mostrou uma foto da casa onde a criança morava, disse que sabia onde ela vivia e a ameaçou, caso contasse à mãe o que havia acontecido. Prefeitura Em nota, a Prefeitura de Itanhaém afirmou tratar o caso com rigor e colaborar com as investigações. A Secretaria Municipal de Educação afastou preventivamente o servidor e instaurou processo administrativo para apurar os fatos. Também enviou à Polícia Civil as imagens do sistema de monitoramento da escola e relatórios técnicos. A Prefeitura disse oferecer suporte e acolhimento às famílias. A Tribuna não conseguiu localizar a defesa, mas o espaço segue aberto para manifestações.